Os economistas conhecem algo chamado lei dos rendimentos decrescentes, que afirma que a adição, a partir de certo ponto, de um fator de produção (capital ou trabalho, por exemplo) com os outros fatores mantidos constantes produz aumentos de produção menores. Ou seja, o aumento na quantidade usada de um recurso não tem mais o mesmo efeito sobre a produção que aumentos anteriores tiveram. Aparentemente, uma relação desse tipo existe entre sexo e sensação de satisfação dos membros de um #Casal.

Pelo menos, é o que indica a conclusão de uma pesquisa conduzida por pesquisadores de uma universidade canadense, a Universidade de Toronto-Mississauga, que analisaram questionários respondidos por dezenas de milhares de americanos e abrangendo um período de quarenta anos.

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A pesquisa foi publicada no periódico científico Social Psychological and Personality Science. Segundo concluíram os pesquisadores, frequências sexuais inferiores a um ato sexual semanal estavam relacionadas a uma menor satisfação com o relacionamento, mas frequências superiores não estavam necessariamente ligadas a níveis superiores de satisfação dos membros do casal. A partir de certo ponto, mais sexo não parece produzir mais satisfação.

Segundo Amy Muise, psicóloga social e uma das autoras desse estudo, a principal conclusão é que a conexão sexual entre os parceiros é importante e tem grande papel na criação de satisfação, mas é preciso ser realista com relação ao sexo, pois trabalho e obrigações familiares podem limitar as possibilidades de praticar sexo do casal.

Se o sexo, a partir de certo ponto, não se mostrou capaz de aumentar a satisfação dos casais pesquisados, ele ainda se saiu melhor do que o dinheiro: casais com renda menor que faziam mais sexo se mostraram mais satisfeitos do que casais com renda maior que faziam menos sexo.

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Pois é, parece que há mesmo coisas que o dinheiro não pode comprar.

É sempre bom lembrar que as conclusões de pesquisas como essa são resultados estatísticos baseados no cômputo das reações de enormes quantidades de pessoas pesquisadas. Não quer dizer que os resultados se apliquem exatamente a indivíduos ou pequenos grupos como casais, especialmente em um assunto tão pessoal e subjetivo. Cada casal, na verdade, cada indivíduo, tem seus próprios gostos, desejos e necessidades e cabe aos parceiros o ajustar sua vida sexual de comum acordo e de acordo com o que lhes parecer melhor e mais adequado à sua felicidade e ao florescimento de seu relacionamento. #frequência sexual