Grupo terrorista de maior evidência no mundo atualmente, o autodenominado #Estado Islâmico, fundado por Abu Bakr al-Baghdadi, um iraquiano que se autoproclamou califa, por se achar descendente direto do profeta Maomé, e tentar implantar um califado em uma área entre o Iraque e a Síria, tem disseminado um pânico mundial contra árabes e muçulmanos.

Entende-se por califado uma espécie de monarquia islâmica, onde o califa, líder supremo, segue as leis do islamismo na linha do profeta Maomé. Contudo, nenhum país reconheceu a legitimidade desse Estado, e os próprios muçulmanos condenam a forma como o grupo interpreta o Alcorão.

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O mundo, de uma forma geral, por falta de conhecimento, tem atribuído ao islamismo os atos extremos praticados pelo Estado Islâmico, o que não é verdade.

O Alcorão em um de seus trechos afirma:

“Aquele que tira a vida de uma pessoa, é como se tivesse tirado a vida de toda a humanidade. E aquele que salva uma vida, é como se tivesse salvado toda a humanidade”.

Criou-se um sentimento de islamofobia e arabofobia não justificado por conta dos ataques que o Estado Islâmico vem promovendo em diversas partes. Acredita-se que haja uma guerra de muçulmanos e árabes contra o ocidente.

Maiores vítimas do Estado Islâmico

Ao contrário do que muitos pensam, as maiores vítimas desse grupo extremista são árabes e muçulmanos, chegando a 80% das vítimas do E.I. Atentados provocados em países como Inglaterra e França, por exemplo, chamam muita atenção da mídia mundial, mas, na sua insana guerra para implantar um califado, mais de 230 mil árabes e muçulmanos morreram e milhões ficaram desabrigados.

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Patrimônios históricos do mundo árabe também foram destruídos por eles. Como os exemplos abaixo:

As ruínas da cidade histórica de Palmira, na Síria, Patrimônio Histórico da Humanidade, onde destruíram o Templo de Baalshamin, com mais de 1900 anos de história. O Mosteiro de Mar Elian, em al Qaryatain, na Síria, com mais de 1500 anos. As ruínas da cidade histórica de Apameia, na Síria, construída 300 anos a.C. Dura Europos, nas margens do rio Eufrates, entre a Síria e o Iraque. Suas ruínas contam de 247 a.C. As ruínas da cidade de Mari, na Síria, que teve como época de maior prosperidade entre 3000 a.C e 1600 a.C. vem sendo saqueada constantemente pelo E.I. Destruição de esculturas da cidade de Hatra, que foi considerada um crime pela UNESCO.

Quando da tomada de Mossul, no Iraque, em 2014, muitas esculturas da cidade assíria de Nínive foram destruídas. Não foram só locais históricos de outras civilizações ou cristãos que foram destruídos pelo Estado Islâmico, a Mesquita do profeta Yunus, ou Jonas, no Iraque, foi destruída.

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Jonas que é um profeta bíblico, também é um profeta para os muçulmanos.

Em 2015 destruíram o Mausoléu de Imam Dur, em Samarra, no Iraque, uma obra de arte da arquitetura islâmica de época medieval.

Por fim, destruíram a Mesquita de Al-Nuri, em Mossul. Mesquita que tinha um Minarete inclinado e teve sua construção terminada em 1172, sua foto está estampada nas notas de 10.000 dinares iraquianos. Essa mesquita tinha um valor emblemático para o próprio Estado Islâmico, foi lá que seu líder Abu Bakr al-Baghdadi, fez sua única aparição pública.

O exército iraquiano, que vem combatendo incansavelmente o Estado Islâmico, é composto em sua maioria por muçulmanos, o que demonstra que é uma guerra contra o terror e não de muçulmanos contra o mundo.

Vale lembrar que as forças iraquianas, neste domingo (3), infligiram ao E.I. uma grande derrota, ao retomar quase que totalmente a emblemática cidade de Mossul.

Por fim, acredito que o Estado Islâmico não é um Estado e tampouco é Islâmico. #Fanatismo religioso #Conflito na Síria