Nunca houve uma coalizão PSDB/ PT, o plano adotado pelo Presidente Temer é totalmente diverso do da ex- presidente Dilma. Adotaram uma agenda política de reformas neoliberais muito diferentes das do PT, que parece obrigatória e urgente e está em conjunção com aquela reviravolta liberal dos últimos anos no mundo.

O mais assustador é que para esse novo plano de #Governo neoliberal não há a menor importância da figura presidencial. Pode ser qualquer um contanto que desencadeie as reformas dentro do contexto neoliberal.

Se desejamos cumprir a constituição há que convocar-se novas eleições já em 2018, logo ali, e apresentar os candidatos e suas propostas.

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Está claro, e sempre esteve, que o afastamento da Dilma era imperativo para os poderosos e qualquer outra desculpa em absoluto é uma baboseira sem apelação. Vimos a tomada do poder sem o respaldo do sufrágio universal, e na tomada do poder pelo PSDB/PMDB. A figura do ator principal, o presidente, não passa de mera formalidade, dado ao fato de que não representa o cargo para o qual foi conduzido.

Órfãos do apadrinhamento da força pelas armas, já que os #Militares na figura de seu ministro têm sido peremptórios em ficar ao largo. Os militares adotaram um comportamento de "quem pariu Mateus que o embale", uma postura muito diferente da adotada em 1964. São outros tempos e outras demandas.

Sem a menor chance até aqui nas urnas, segundo as projeções e pesquisas, o PSDB/PMDB enxergam com uma unica saída evitar as eleições custe o que custar, ou então ver as tais reformas irem boieiro abaixo.

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Uma releitura de Maquiavel é obrigatória aqui: a manutenção do poder impõe a representatividade do voto ou então, como temos visto e revisto, pela força bruta. Diante da inexorável convocação de uma eleição indireta, sobrepõe-se aquela direta de 2018 , como manda a carta máxima. Nesta segunda, pelas expectativas, o PT tem enorme chance de vencer de novo. Seria para os poderosos como um recuo de canhão, um coice nas esperanças de manter o governo nas mãos.

Por outro lado - ou pelo mesmo - o Judiciário brasileiro está entregue às baratas e vem somando mandos e desmandos numa triste e sombria anexação política partidária, abandonando sua vocação de defensor da lei e do povo e indo de encontro aos ganhos pessoais, muito pouco diferente da pratica vilipendiante dos que se arvoram em representantes do povo.

Lamentavelmente uma feira de ideias. Cada ministro do supremo sentencia e desfaz a sentença numa orgia de decretos e mandatos inacreditáveis.

Quanto ao nosso destino, melhor é jogar os dados. Se for como está, adeus diretas.