Clamar por #Justiça parece ser a necessidade de todos os brasileiros que na atual conjuntura perdeu a capacidade de acreditar que ela possa lhe atender em todos os níveis e em qualquer situação que envolva a sua necessária aplicação.

No contexto da atual, a situação política em que se encontra o País - notadamente por fatos envolvendo os três poderes - e no momento em que se espera o mínimo de respeito às Leis e a sua aplicabilidade, as instituições responsáveis por salvaguardar os interesses coletivos parecem atuar no interesse particular de um político; de um partido político ou de um grupo de capitalistas responsáveis por todo esse caos em que somente eles contribuíram para a sua instalação, acreditando que jamais serão alcançados pelo que se poderia e deveria chamar de justiça.

Exemplos e mais exemplos disso vivenciamos há anos e parece que continuaremos a vivenciar, salvo fossem essas instituições totalmente independentes e transparentes e, acima de tudo, não tivessem o gerenciamento político-indicativo nas suas formações.

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É de conhecimento público as indicações políticas na formação dos tribunais superiores onde sua direção e alguns cargos de confiança são feitas por adequações aos interesses de quem os indicou e, não, simplesmente após aferir suas notórias sapiências jurídicas dos indicados, mas, acima de tudo, por quem parece querer se resguardar de futuras situações em que dependam ou venham a depender de uma medida que resulte no agradecimento de um indicado ao indicador, nessas funções estratégicas que só alcançam com os rigores da Lei pobres, negros e aqueles que possam representar perigo iminente para o indicador.

Como acreditar na Suprema Corte do Brasil quando ministros parecem ter preferências quando obrigados a relatar e votar processos em que figuram como réus e políticos responsáveis nas suas indicações? Como aceitar que um ministro não se considere impedido de relatar e/ou votar em processos de interesse de parentes ou amigos?

O que vemos hoje são ministros concedendo liminares para que se libertem políticos e assessores corruptos, presos por ordem de outro ministro do mesmo tribunal, dando a clara impressão de retaliação às ações que contrariam interesses dos próprios componentes, quando, na verdade, o mais despreparado observador tem consciência de que a maioria dessas ações tem destino e interesse certos.

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Resta ao pobre mortal observador a indignação e o desconforto moral com tamanha falta de respeito às normas constitucionais, esperando que um dia tudo deva ser praticado em nome da Lei. #CármenLúcia #julgamento