Claro que os dois maiores confrontos bélicos da #História foram horríveis e proporcionaram carnificina até então inédita. E este artigo não tem a pretensão de constituir verdade absoluta, pois evidentemente apenas quem pôde vivenciar os conflitos teria mais condições de fazer análise precisa. É apenas reflexão baseada em alguns fatos que espero que defendam consistentemente a conclusão a que se chegou.

Há particularidades na I #Guerra Mundial que torna plausível a hipótese de ter sido a mais hedionda as tropas de infantaria.

O contexto histórico em que se situa é o de começo do século XX, época de industrialização consolidada nas principais potências europeias.

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Isso significava capacidade de produção massiva e desenvolvimento de material bélico, a partir de tecnologia mais apurada, revolucionário.

Até esse ponto, nada que a II Guerra não tenha oferecido, porém o que diferencia a primeira é a ruptura com o modelo antigo de combates entre exércitos numerosos. Marcou o fim da era da cavalaria, das batalhas essencialmente terrestres, do poder de fogo representado apenas por balas.

Enquanto na luta contra a tirania de Hitler, chefes de Estados, soldados, generais já entraram no conflito aberto razoavelmente preparados sobre o novo formato de batalha, no primeiro grande conflito do século, os combatentes foram pegos completamente desprevenidos. Tiveram que se adaptar durante o monumental duelo aos perigos proporcionados pela nova realidade, além de elaborar estratégias pioneiras para se sobressaírem.

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E claro que esse processo de adaptação custou incontáveis vidas. Pode-se dizer que a I Guerra começou ao estilo do século XIX e terminou com as feições do XX.

Segue algumas das situações inéditas que dificultaram amargamente a vida dos combatentes.

Metralhadora

Provavelmente foi a última vez que se testemunhou soldados e cavalos embarcando juntos em compartimento de trens. Afinal, depois que foi demonstrado que o invento era capaz de fazer um único homem exterminar um pelotão inteiro a longa distância, era menos arriscado se abrigar nas trincheiras.

Avião

No princípio do confronto, era usado como arma de inteligência, de reconhecimento das posições, quantidade e armas do inimigo se avizinhando, até que um malandro pensou: “E se eu jogar uma granada?”. Dito e feito. (Embora os italianos já tivessem executado ação semelhante anos antes do princípio da guerra) Daí as agressões utilizando o equipamento foram incrementadas com uso de armas simplórias até que se incorporou a metralhadora na fuselagem.

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Data desse período figuras emblemáticas da aviação militar como o Barão Vermelho.

Armas químicas

É da autoria do químico alemão Fritz Harber o desenvolvimento e uso de gases venenosos como instrumento de guerra. Os principais foram o gás de cloro, mostarda e fosgênio. Alguns dos sintomas da inalação dessas substâncias são: asfixia, ressecamento das vias respiratórias, erupções na pele, cegueira instantânea e ruptura dos vasos sanguíneos. Milhares morreram sem que os seus companheiros pudessem fazer algo ou sequer entender o que estava ocorrendo. O uso desses venenos em combate foi considerado tão terrível que foi proibido em convenções internacionais posteriores. Mas claro que sempre aparece algum picareta para quebrar o acordo, apesar de jamais admitir que o tenha feito. (Assad que o diga). #Curiosidades