Ser rebelde tem sua importância. E quando se trata de um artista, talvez ainda mais. Claro que isso é importante em todas as artes em geral, mas ao falar da música, percebemos isso mais claramente.

Hoje em dia parece que há uma certa acomodação, falta de inquietude do artista, principalmente do músico em relação à inovação. Talvez possamos chamar isso falta de rebeldia.

Quando aponta-se a rebeldia, nesse caso, fala-se do fato de não ter medo de ser diferente, de ser original. O público mainstream parece ter perdido a capacidade ou não ter paciência de abrir-se para o novo. O artista, por sua vez, se acomoda com isso e prefere copiar um determinado estilo que esteja em voga ou já consagrado.

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Um sinal disso, é o numero enorme e cada vez mais crescente de artistas covers (artistas que se especializam em tocar músicas de outros artistas). Claro que é legal tocar músicas de um artista que se admira, mas também acaba sendo um caminho menos espinhoso, o caminho do sucesso “garantido”.

O caminho da originalidade tem mais espinhos, mas a recompensa pode ser ainda maior e não estou falando necessariamente só de dinheiro, mas de deixar uma marca única, de algo próprio de cada um. Existem muitas mega estrelas que ganham rios de dinheiro, mas são cópias umas das outras.

Claro, se o objetivo do “artista”é esse, tudo bem, mas isso tem mais a ver com show business do que com arte e não há nada de rebeldia nisso. Mas a tendência é que com o tempo, com a chegada de novas gerações, ninguém mais se lembre dessas pessoas.

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Certamente na #Música instrumental contemporânea existe mais originalidade, mais coisas instigantes, e apesar de ser uma música considerada de nicho, alguns artistas como Philip Glass, Charles Ives e o pianista Glenn Gould deixaram suas marcas e se tornaram grandes.

#Jimi Hendrix

Uma outra prova do quão recompensador pode ser seguir o caminho da originalidade foi Jimi Hendrix. Ele próprio considerava que mesmo à sua época, havia guitarristas tecnicamente melhores que ele, mas quem passou para a história foi Hendrix, justamente, por buscar ser original e ter inventado uma linguagem própria.

Elvis Presley

Elvis Presley, quando criança na escola, pediu a sua professora se podia levar o violão e cantar para a classe. Seus colegas estranharam e acharam meio engraçado, porque na época a moda eram os esportes, mas ele ousou ser diferente, foi rebelde.

O mestre #Beethoven

Na música erudita, que chamamos popularmente de música clássica, Beethoven se tornou um gigante pela rebeldia, por seu espírito inovador.

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Para começar, ele optou por não se empregar nem na igreja, nem com algum nobre (como era de costume dos compositores na época).

Apesar de isso ter lhe trazido algumas atribulações financeiras, lhe permitiu ter mais liberdade para inovar e revolucionar a música e deixar para todo o sempre seu nome na História. Certa vez, quando alguns músicos se queixaram que sua música era muito difícil, o mestre respondeu: “Não se preocupe, não escrevo música para agora, a escrevo para o futuro.”