As pessoas com deficiência ainda têm representação política muito baixa, pois não atingem nem 2% na Câmara Federal e muito menos no Senado. Esse reflexo também é praticamente o mesmo no Estado de São Paulo, onde a câmara dos vereadores da capital não tem sequer um representante. Já na Assembleia Legislativa existe um deputado estadual. Assim, nesse cenário, a representação continua fraca e quase nula.

Se depender dos brasileiros, esse quadro pode mudar e tem um grande potencial para isso. O instituto Datafolha junto com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) constatou que entre nove de cada dez brasileiros votariam em um candidato cadeirante.

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Isso independentemente do cargo político. Duas mil e oitenta pessoas foram ouvidas em 149 município, nos dias 9 ao dia 17 de maio deste ano. Apenas os cadeirantes foram analisados, mas será feita outras pesquisas com as demais deficiências. Essa pesquisa analisou a presença de cadeirante da mídia na sua primeira parte.

Mesmo que há uma aceitação muito grande, apenas 8% das pessoas entrevistadas já votaram em algum candidato cadeirante. A porcentagem de pessoas que votariam em um cadeirante para vereador seria 90%, enquanto 89% das pessoas votariam em um candidato cadeirante para deputado estadual ou federal e apenas 7% das pessoas não votariam em um cadeirante.

Esses três pontos porcentuais podem conter margem de erros para mais ou para menos. Para o Executivo, 87% das pessoas votariam em um candidato para prefeito ou governador para presidente; 86% disseram que votariam em um candidato cadeirante.

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Em dado interessante é que, quanto mais jovem o entrevistado é, mais elevado esse porcentual fica. Quanto mais velho o entrevistado, maior o nível de rejeição.

O jornalista da Folha e cadeirante, Jairo Marques, avalia esses dados de duas maneiras. Se pode dizer que a deficiência não impediria para o eleitor brasileiro elegesse alguém cadeirante, que é uma imagem positiva. Porém, é possível que a imagem da deficiência tenha dado ao candidato uma “aceitação” como uma natural confiança do eleitor.

Se pode dar alguns exemplos como a deputada federal Mara Gabrilli (#PSDB-SP), que foi eleita na segunda vez por São Paulo, sendo uma das mais votadas dentro do território nacional. O mesmo pode ser visto com a deputada Rosinha (PTdoB –AL) no seu Estado. A deputada estadual Célia Leão (PSDB) já está no seu sétimo mandato.

Enfatiza o #Jornalista Jairo Marques que sempre escreveu no seu blog (da Folha) que nenhuma deficiência pode ser empecilho para ninguém. Só por andar numa cadeira de rodas não lhe garante competência para ser um bom político.

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Mas, ressalta, que se precisa pessoal que represente essa classe no meio político.

A dica seria sempre se aliar a muitas bandeiras inclusivas, ter uma vida acessível para todos e ter um enorme respeito à diversidade e à causa com muita competência. Ter projetos bons, ideias boas e ter muito carisma poderia ser um caminho para os cadeirantes que tenham o dom, assim como ter vontade de uma vida pública. #PT