O acerto de contas entre as personagens Joyce (Maria Fernando Cândido), Ritinha (Isis Valverde) e Irene (Debora Falabella) esquentou as coisas na novela ‘’A #Força do Querer’’, da Rede Globo, escrita por Glória Perez.

Não é de hoje novidade que as surras, barracos e grandes acertos de contas em novelas mexem com expectadores e aumentam a audiência, pois todos querem ver a mocinha dar uns tapas na vilã que destruiu a sua vida, mas uma coisa que a novela não diz é que #traição não é crime, mas agressão física é.

Quem já foi traído sabe que o adultério mexe muito com as emoções. Da raiva que se sente por ser enganado, a tristeza da perda de confiança no parceiro, às vezes, de anos.

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Atenção, mulheres! Antes de sair com seus sapatos da justiça nas mãos querendo acertas as contas com a rival, como a personagem Joyce ao atacar Irene, é bom saber que o adultério não é mais crime no Código Penal brasileiro deste 2005.

E o que essa lei, que usava o termo "mulher honesta", dizia sobre os direitos dos que foram traídos? Até 2005, quem fosse traído tinha a possibilidade de, dentro de um mês, após a descoberta, processar o parceiro adúltero.

Após estudos de especialista do direito foi entendido que o adultério fazia mais sentido dentro do Direito Civil do que dentro do Direito Penal.

A fidelidade é tida como um dever dos cônjuges e um dos pilares sociais aceitos do que a sociedade considera moral. No Brasil, existe apenas a monogamia, diferente de outros países, onde a bigamia é permitida.

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Durante o casamento, pela lei, os cônjuges não podem ter mais de um parceiro.

O que se vê hoje ,na vida real, são muitos casais levando seus problemas pessoais e íntimos à Justiça, mas, muitas vezes, querendo não Justiça, apenas saciar o desejo de vingança. Trair uma pessoa não é um crime que leva uma pessoa a ser presa, mas é um crime moral, que pode levar a um processo por danos morais.

Por mais que haja vontade de agredir a pessoa e seu amante quando descoberto o caso, é importante saber que agressão física é um crime. Então, há momentos em que é melhor respirar fundo e deixar as grandes cenas dramáticas de surras para as novelas, que são uma obra de ficção.

Não é raro achar casos que levaram à morte o infiel e seu amante, pois, em um momento de descontrole emocional, o "#corno" usou uma arma de fogo, atropelou, agrediu ou até mesmo filmou ou vazou cenas íntimas da traição na internet, com a intenção de humilhar quem o humilhou.

Quem não se lembra da grande cobertura da mídia do caso da "Fabiola da unha", que disse que iria à manicure, mas foi flagrada pelo marido no motel com o melhor amigo dele.

Se esse caso da novela fosse no mundo real, a personagem Irene poderia processar suas agressoras, Joyce e Ritinha, pois, como já falado, traição não é crime, desde 2005, mas sapatada na cara é!

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