A população #LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) consiste na diversidade de orientações sexuais e, também, é utilizada como movimento que batalha pelos direitos dos homossexuais e, sobretudo, contra todo e qualquer ato de homofobia, objetivando, assim, na persistência em conscientizar a população de respeitar as diferenças. É um grupo vulnerável, sendo alvo de #Violência psicológica, física e sexual, além das violações de direitos humanos em virtude do preconceito e da homofobia em grande parte do mundo.

O mundo x LGBT

Como se não bastasse, além dos LGBTs serem atacados e/ou assassinados por motivo de ódio, também são tratados como criminosos estando sujeitos até mesmo à pena de morte em muitos países, conforme dados da Associação Internacional ILGA (International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association), que acompanha e monitora leis relacionadas a esse grupo.

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Segundo levantamento feito pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, constatou que aproximadamente 40 países consideram ilegal ser homossexual e a punição vai desde multa até prisão perpétua. Alguns desses países são procurados como destinos turísticos. Conforme esse levantamento, seguem abaixo alguns exemplos.

  • Egito (a lei não criminaliza, entretanto consente que a polícia prenda homossexuais com o argumento de "libertinagem”).
  • Jamaica (a punição pode chegar a 10 anos de prisão. A homofobia é alimentada pelo país).
  • Irã (a lei criminaliza podendo ser condenado à pena de morte. A punição para homens é pior que a das mulheres).
  • Emirados Árabes (Tanto a lei islâmica como a lei civil criminalizam atos homossexuais. Mas somente pela lei islâmica a punição é a morte).
  • Líbano (punição de 1 ano de prisão, embora seja rara a sua aplicação).
  • Tunísia (é ilegal conforme o código penal. E ainda prevê pena de até 3 anos de prisão).
  • Uganda (prisão perpétua. Homossexuais são punidos por uma lei da era colonial).
  • Rússia (homossexuais ocultam sua orientação sexual com receio de perder emprego e casa. Além do temor em ser tratados com violência).
  • Guiana (há penalidade com prisão perpétua para sexo entre homens).

População LBGT no Brasil

O Brasil, país democrático e livre, reconheceu, via judicial, o casamento gay.

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Mesmo depois de diversas conquistas, no âmbito do direito, ainda assim a homossexualidade enfrenta fortes preconceitos. Mesmo conquistando a legalidade da união homoafetiva, não foi capaz de acabar com a homofobia e tão pouco protegeu o público LGBT de serem rechaçados tantas vezes de maneira violenta. Infelizmente, o Brasil está ocupando o 1º lugar na quantidade de assassinatos de LGBT’s (nas Américas) por razão homofóbica, de acordo com o relatório da ILGA.

Segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), no 1º quadrimestre de 2017, 117 pessoas foram assassinadas por causa de discriminação sexual aqui no Brasil. Subindo para 18% em relação ao 1º quadrimestre do ano passado. O movimento do GGB faz esse tipo de pesquisa há 37 anos e constatou o ano de 2016 como o pior em números de mortes contra homossexuais. De 130 homicídios em 2000 saltou para 343 em 2016. A realidade é que o Brasil é um dos países que mais mata homossexuais no mundo (1 a cada 25 horas).

Diante da atual situação e pensando em atender a esse grande público, que diversas corretoras no Brasil, em especial a do Estado de Alagoas, despertaram para a população LGBT, passando, assim, a fazer pacotes “especiais” garantindo apoio aos familiares em casos de: doença que o invalide, falecimento, agressão psicológica ou física, sobretudo dos atos homofóbicos.

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Vale destacar que o comércio de seguro no Brasil não faz distinção. A opção sexual do segurado não é considerada, por exemplo. Entretanto pode ser preparada uma apólice que acoberte situações específicas, particulares e especiais vividas por estes clientes, conforme suas necessidades individuais”, disse Edmilson Ribeiro (Presidente do Sindicato dos Corretores em Alagoas - SINCOR).

Como funciona o seguro no Brasil?

Qualquer corretora brasileira está apta a oferecer pacotes ao público LGBT. No entanto, acontece de algumas corretoras segmentarem os clientes, que é extremamente importante para os que buscam por seguros. Em caso de agressão, sobretudo por homofobia, cabe o SAP (Seguro de Acidente Pessoal). Existe seguro chamado de DMHO (Despesas Médicas Hospitalares e Odontológicas) que cobre socorro médico quando necessário. O DMHO ressarce o segurado no caso dele ter tido algum gasto médico em virtude de um SAP. Existe também indenização no caso de falecimento, pertencendo ao beneficiário o recebimento do montante pré-estabelecido na apólice. Enfermidades que levam à invalidez podem ser colocadas no contrato, nessa situação, o próprio segurado terá acesso ao valor estabelecido ou estipulado”, esclareceu Bruno Kelly (Professor da Escola Nacional de Seguros - ENS).

O mercado de seguros para a população LGBT crescerá nos próximos anos. É uma grande oportunidade ao amparo de muitos clientes que não imaginavam que poderiam recorrer a uma apólice. Em virtude do crescente aumento da violência no Brasil, o seguro é um passo imprescindível, independente da sexualidade, mas como indivíduo que precisa se preservar enquanto parte de uma sociedade. #Preconceito