Em 1885 foi criada a “Lei dos Sexagenários”, popularmente conhecida como a "lei da gargalhada nacional", pois somente escravos com idade acima de 65 anos eram libertados. A lei ficou conhecida depreciativamente dessa forma porque pouquíssimos chegavam a essa idade e, quando chegavam, não gerava custos para o proprietário libertá-lo, pois não tinha mais condições de trabalhar. Como se não bastasse, depois da libertação o negro escravizado ainda necessitava trabalhar por mais três anos para o senhor, como um meio de indenização.

Lembrei dessa lei quando tive notícia da proposta de reforma da previdência de Michel Temer.

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Fiz as contas e, se essa reforma for implementada, terei que trabalhar até os 72 anos para ter direito a aposentadoria integral. É um escárnio. O trabalhador terá que contribuir durante 49 anos para conseguir 100% do valor da aposentadoria. Num país como o nosso em que a maioria das pessoas trabalha duro a vida toda e possuem pouca qualidade de vida, provavelmente trabalharão durante toda a vida se esse projeto de reforma for aprovado. É uma verdadeira escravização adaptada aos moldes "modernos".

O mais irritante são as mentiras que usam para defender a #Reforma da Previdência, como é o caso do argumento de que há rombo na previdência. Não se sustenta. Novamente usam a tese do rombo, assim como fizeram para defender a PEC 55/2016. Acredita quem quer. A Previdência no Brasil é superavitária e não deficitária.

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Acontece que o cálculo do déficit previdência, como demonstrou em sua tese a professora Dra. Denise Gentil, não está correto, dado que não se baseia nos preceitos da Constituição Federal de 1988.

É evidente que a população não pode concordar com essa aposentadoria da gargalhada nacional. Não me causa espanto #Temer, líder do bloco pemedebista no Senado e Congresso, apresentar essa proposta. Afinal, ele e seus apoiadores são os herdeiros da colonização. Os seus antepassados que redigiram a ridícula – para dizer o mínimo – Lei do Sexagenário. Agora esses floquinhos de neve oprimem novamente o povo pobre deste país, que colhe algodão, feijão, café, que trabalha na construção civil carregando pesados sacos de cimento e grandes quantidade de entulho; serão pessoas como essas que mais sofrerão com a reforma previdenciária.

Portanto, é inaceitável que essa reforma da previdência seja aprovada. Não podemos concordar com esse desmanche da seguridade social do país. #Crise econômica