Neste final de semana, começou a circular na internet uma foto mostrando um carro com a roda travada que estaria no estacionamento do shopping Parque D. Pedro, em Campinas, no interior de São Paulo, e parou em uma vaga destinada as pessoas com deficiência. Isso é um problema constante não só em estacionamentos de shoppings, mas também em qualquer estabelecimento que tenha esse tipo de vaga. Afinal, existe #lei clara sobre o assunto, prevista no Estatuto do Deficiente, Lei 13.146 de 2015, e também no Código Brasileiro de Trânsito, Lei 13.281 de 2016.

Mas, segundo outras informações, mesmo que algumas pessoas apoiem o suposto ato da administração do shopping em Campinas, não foi bem assim que ocorreu o caso.

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Mesmo tendo em vista que é uma lei que deve ser respeitada, é muito inusitado ver uma foto de uma coerção de uma roda travada por parar em uma vaga destinada as pessoas com deficiência.

Nessa mesma postagem no #Facebook, que teve milhares de visualizações, curtidas e compartilhamentos, estava escrito que isso aconteceria para quem insistisse em parar nessas vagas especiais e não tivesse o cartão de autorização. Além de ter a roda do veículo travada, o infrator teria que dar melhores explicações à direção do shopping e ainda perderia muitas horas para conseguir liberar o veículo.

Segundo o que se apurou, esse fato não é verdade. O que realmente aconteceu foi que o shopping não travou as rodas por causa da infração, mas por causa da perda das chaves do motorista. Segundo o comunicado que a administração do shopping enviou à imprensa por causa dessa foto, a realidade é que, na quarta-feira passada (19), um cliente que estava no shopping comunicou a perda das chaves do carro.

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Assim, por uma mera questão de estarem seguro quanto ao paradeiro das chaves e que nada aconteceria com o veículo, travaram as rodas, caso alguém tivesse roubado a chave. O comunicado esclarece que foi deixado no para-brisa do carro um aviso ao motorista que, no caso de encontrar a chave, deveria entrar em contato com a segurança do shopping.

A administração ainda esclarece sobre o questionamento pela imprensa de medidas para conscientizar os motoristas sobre as vagas especiais. Ela informou que aplica “multas educativas” para alertar os clientes sobre a importância dessas vagas para quem tem mobilidade reduzida, como gestantes, idosos e pessoas com deficiência.

Fatos divulgados em redes sociais nem sempre são verdade. As chaves foram encontradas e o proprietário já retirou o veículo. #transito