A crise #Política arrebatadora que assola o Brasil não tem horizontes esperançosos. Cada dia que passa, novas notícias só pioram o cenário e nos colocam num presente muito obscuro e desesperador.

E claro que o desespero não é só da população, é muito maior por parte dos políticos que estão na mira das investigações, diga-se de passagem não são poucos, que estão cada vez mais próximos dos bancos dos réus.

Com o Presidente #Temer a situação não é diferente. Na mira das investigações da Lava Jato [VIDEO], após delação da JBS, o malabarismo para amarrar a base aliada e tentar novos soldados para seu exército fez com que um fato incoerente com a agenda de cortes no orçamento surgisse.

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Meta de cortes para 2017

Segundo a ONG Contas Abertas, o Ministério do Planejamento tem como objetivo cortar 5,9 bilhões das despesas públicas, medida esta que foi tomada para fechar as contas do déficit fiscal de 139 bilhões que estavam a beira de um caos. Mas o que foge deste raciocínio lógico é que na medida em que se aproxima a votação na câmara dos deputados pela liberação do julgamento do Presidente Temer no Supremo Tribunal Federal um fenômeno quase sobrenatural vem acontecendo.

Recorde de Emendas Parlamentares

Desde janeiro até julho de 2017 foram liberadas 4,1 bilhões em emendas para parlamentares, sendo que 50% deste montante foi liberado somente no mês de julho às vésperas da votação na Câmara pela investigação dos crimes de corrupção e até formação de quadrilha. Ou seja, muito se explica tantos encontros no Palácio do Jaburu nos últimos tempos, onde foi até instalado um corredor verde para camuflar o constante entra e sai.

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As emendas parlamentares são um mecanismo de solicitação de verbas que não estavam previstas dentro orçamento do ano em exercício e 50% delas devem ser destinadas à saúde. Teoricamente, elas seriam uma ferramenta para cobrir imprevistos que não poderiam ser projetados para o ano seguinte e agilizariam ações a serem tomadas. O grande problema é que diante de um sistema político tão caótico, o que seria um instrumento anti burocrático da liberação de recursos se tornou uma poderosa arma de barganha entre o Planalto e o Congresso.

A isca da corrupção

Além de funcionar como condição e troca de apoio as emendas constantemente são um clássico da corrupção. Muitos escândalos já vieram a tona envolvendo a liberação e comercialização com pagamentos de propina e porcentagens em cima dos valores liberados.

Um exemplo foi dos Anões do Orçamento, há cerca de 15 anos atrás, que envolviam empresas fantasmas e empreiteiras, que inclusive estão na lista da Lava Jato atualmente.