Quando dependemos de um fator externo, seja ele qual for, com o intuito de nós sentirmos bem desde que o resultado atinja certas expectativas, significa colocar a própria #Felicidade em outras pessoas e em variáveis nas quais não controlamos.

Esta situação é difícil de compreender e complicado de amadurecer conforme o tempo, pois exige responsabilidade e crescimento pessoal. O #apego, por sua vez, está muito relacionado com a infância, quando a criança depende dos pais e da família para tudo. Se quando adulto este comportamento continua presente, ainda que de modo inconsciente, refletindo uma certa obsessão às coisas e as pessoas, significa que o indivíduo ainda não adquiriu um desenvolvimento emocional adequado.

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E isso não é algo ruim, incomum ou fora dos padrões humanos, até porque é raro encontrar alguém emocionalmente em desenvolvimento nos dias atuais. A sociedade ocidental e a forma das relações humanas como são, impedem um bom desenvolvimento emocional na singularidade dos indivíduos.

Entender que as pessoas têm vida própria

Um ponto chave no qual a sociedade contemporânea possui grande dificuldade para lidar, está no fato de compreender que as pessoas têm vida própria e que ninguém é proprietário de ninguém; que não se pode decidir a vida de uma outra pessoa, a não ser ela mesma.

A cultura ocidental, principalmente na pós-modernidade com o avanço tecnológico e midiático, acaba influenciando as pessoas a alguns padrões pré-estabelecidos socialmente, desde pequenos. De outra maneira, os desenhos, os filmes, as telenovelas, nos apresentam modelos de relacionamentos e condutas de vida ideais a serem seguidas.

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O príncipe encantado e a bela adormecida são contos que nos encantam profundamente quando crianças, mas que são irreais no mundo cotidiano. Sabemos que na vida real não há um príncipe encantado e as variáveis de qualquer relacionamento nos mostram isso. O primeiro namoro, que reflete na vida do adolescente os contos da Disney, por exemplo, criando expectativas de uma vida eterna de felicidades, o decepciona profundamente quando o seu término chega. É um impacto duro e realístico para o adolescente saber que não se pode controlar as pessoas, e que na vida real as coisas não são como na fantasia.

Relacionamentos complicados

Estes, que eram para ser prazerosos, divertidos e inéditos, acabam sendo dolorosos, frustrantes e muitas vezes palco de intrigas. Isso acontece por causa do apego, do fato das pessoas não saberem se relacionar com o outro.

O ser humano emocionalmente em desenvolvimento sabe que a qualquer hora seu "amado" pode ir embora, e está tudo bem se ele for. Pois o mesmo compreende que a felicidade só depende dele e que está nele, não no outro.

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Os relacionamentos deveriam ser vistos como uma cumplicidade em primeiro lugar, como acréscimo de aprendizagens, de crescimento interior entre ambos. O cônjuge deve ser companhia de uma bela jornada e não a fonte da felicidade em si.

Liberdade do externo

O sofrimento acontece quando o sujeito depende emocionalmente de algo externo para sentir-se bem e confortável consigo mesmo.

Esta perspectiva se torna fonte rica de frustrações e decepções para o indivíduo. As variáveis da vida são tão complexas, que colocar a felicidade nas coisas é como jogar na loteria, pois não se pode controlar aquilo que está fora do nosso alcance.

O único ser que conseguimos controlar, ou quase conseguimos, somos nós mesmos, porém não de um modo biológico, pois não conseguimos controlar nosso coração ou nosso fígado, mas conseguimos controlar nossas ações, nossas atitudes. Deste modo, devemos olhar para as ações e não para as reações que as nossas ações causam no mundo. Devemos entender que a única coisa que uma pessoa controla são as suas próprias ações. Este é o melhor caminho para lidar com o apego.

O indivíduo deve ser dono de sua própria jornada e isto não é algo lógico e que deve ser compreendido somente pela razão, mas é algo que se reconhece pela emoção enquanto desenvolvimento. Ser mais liberto das coisas externas e das reações das pessoas sobre nós ou da dependência de expectativas que criamos, sem dúvidas se torna um ganho emocional sem medida. #Liberdade