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Eu estive buscando algo que entretece e divertisse durante alguns dias em casa e já tinha ouvido falar da série #Gotham, alguns amigos haviam comentado comigo. No começo não tinha dado muita bola, mas aquele dia tive que ver, uma vez que todos estavam comentando e era anunciada constantemente nas TV a cabo. Não teve jeito, fui conferir se fazia jus a tantos elogios.

Confesso, logo após assistir a primeira temporada, que a série é perfeita, com uma a trama bem bolada, os atores em sincronia, parecendo estar empenhados em desenvolver a história que ocorre ao redor do homem morcego. Sim, a história de Bruce Wayne é contada paralelamente a do Comissário Jim Gordon, sendo eles os protagonistas.

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Muitos provavelmente se fizeram a mesma pergunta que eu no começo: Por que assistir a uma série do #Batman sem o Batman?! E é aí que acontece a grande sacada do responsável por ela, Bruno Heller. Ele queria formular uma história que batesse com o universo clássico da DC e chamasse a atenção dos espectadores com relação a origem de alguns vilões e no desenrolar da personalidade do homem morcego.

Por exemplo, Selina Kyle (Mulher-gato), ainda criança e moradora de rua, presencia o assassinato dos pais do Bruce. Quando Jim gordon decide investigar o caso, encontra em Selina a possibilidade de cumprir a promessa de achar os assassinos do casal Wayne. E é nessa parte que ela se envolve com o patrão Bruce (Como diria Alfred), criando um vínculo de amizade um tanto quanto conturbado que o deixa motivado a investigar o que acontece na cidade de Gothan, além do assassinato dos seus entes.

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Achei genial o tratamento que deram ao personagem do Charada, pois antes de cometer seus crimes e atormentar a vida do Batman, ele luta contra os mals feitores de gotham ao lado de Jim Gordon como cientista da polícia. Ele já é um pouco transtornado e todos o acham completamente maluco, já que no meio de uma cena de crime sempre pergunta a resolução de uma charada, sabiamente ignorada Harvey Bulock. É perceptível por essas características que Edward Nygma se tornará o charada. Fora isso, ainda tem uma paixonite meio encarada por uma colega de trabalho, que provavelmente não vai dar muito certo e vai acabar transtornando ele ainda mais, mas vamos acompanhar os próximos capítulos.

Mas, voltando a falar do Bruce, ele é tradicionalmente criado pelo Alfred. O interessante aqui é a substituição da figura paterna que ele representa para o patrão. É fascinante a relação de amizade e companheirismo profundo que os criadores trouxeram para eles nesse universo, mostrando as dificuldades que uma criança tem ao perder seus pais e ter de enfrentar, desde cedo, seus medos e tentar sair da sombra da corrupta Gothan, só que tendo seu melhor amigo ao seu lado.

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Sobre o Coringa, não achei que a forma como foi introduzido foi à altura do personagem. Algumas pessoas podem até gostar, no entanto não surpreendeu, pois foi somente um caso que o Gordon tentou solucionar buscando as pistas erradas com o falso depoimento de Jerome, o então coringa, que na verdade tinha cometido o assassinato. Mas, a tendência é que ele apareça cada vez mais na série, aterrorizando com sua insanidade o Jim e a cidade.

A parte cômica e relativamente sombria ficou por conta de Oswald Cobblepot, o famoso Pinguim. Ele tem alguns medos no começo que o fazem apanhar o tempo todo para a Firsh Marone até se tornar amigo do Falconi, conseguindo esse precioso feito enganando as pessoas certas logo após escapar da morte, poupado pelo Jim. É interessantíssimo acompanhar a sua ascensão até assumir a postura final de Rei do Crime de Gotham, tentando fazer tudo por debaixo do nariz do homem morcego. Até a história de como ele ficou cego e manco é contada.

Por fim, é uma série divertidíssima que faz com que você não consiga desgrudar do Netflix, parar de baixar ou assistir pela TV a cabo. Traz uma certa inovação com o tom sombrio tradicional da cidade do Batman, terra de crimes, que só vão começar a ser solucionados com o crescimento de Bruce Wayne. Aguardo ansioso para que os diretores deem um salto temporal e façam a série do herói da DC baseado em Gotham. Mas enquanto isso, apreciarei essa obra de arte da ação e do drama. #BruceWayne