Quando acaba a licença #Maternidade e a mulher precisa retornar ao trabalho, muitas vezes é uma das partes mais dolorosas de toda a experiência que envolve a maternidade. Trabalhar pensando no bebê. Ele está bem? Será que tomou todo o leite? Será que está dormindo?

Se antes a mulher fazia hora extra no trabalho, agora é umas das primeiras a se levantar para ir embora quando finalmente o relógio mostra o fim do expediente. Ela não vê a hora de ver seu bebê.

É compreensível, afinal, mãe e filho ficaram juntos durante meses. Por dias e dias, eram apenas os dois em seu mundo particular e agora precisam passar praticamente o dia inteiro separados.

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É por isso que muitas mulheres abrem mão de seus trabalhos, suas carreiras. Além da saudade, culpa por deixar o bebê em berçário, com babá ou avós, a mulher precisa lidar com a pressão no trabalho que muitas vezes fica incompatível com a mãe que ela deseja ser.

Se antes era uma das últimas a ir embora e era rotulada como workaholic, hoje é observada pelos olhares dos colegas e chefe por sair no horário. Ir embora no horário pode ser um ato quase que imperdoável em algumas empresas. Se antes ia trabalhar mesmo doente, hoje chega atrasada porque levou o filho ao médico.

A mulher mudou, agora é responsável por uma outra vida, mas isso não quer dizer que será negligente com seu trabalho.

Respeito e empatia

As empresas muitas vezes perdem grandes profissionais pela intolerância com essa fase de adaptação da mulher a essa nova rotina de mãe/profissional.

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Claro, a empresa precisa de colaboradores focados, dedicados. Entretanto, um pouco de paciência na fase inicial dessa nova mãe pode render bons frutos para organização.

Primeiro que essa mulher exercendo sua maternidade de forma equilibrada com o trabalho a fará uma colaboradora mais feliz e dedicada. O ambiente da empresa também ganha, ficando mais leve e produtivo, pois as outras mulheres observam que as colegas com filhos tiveram seus empregos preservados e suas necessidades respeitadas, após seu retorno da licença maternidade.

A mulher não tem filho como pretexto para parar de trabalhar (pelo menos não todas), pelo contrário. Tantas e tantas mulheres amam seus trabalhos, adoram sua liberdade financeira e gostam de produzir.

Em um mundo ideal, as mulheres poderiam escolher terem seus filhos, curtirem seus primeiros meses e voltar ao seu trabalho exercendo as duas funções (mãe e profissional) sem conflitos ou culpa. Porém, sabemos que muitas vezes a mulher é pressionada a escolher e acaba optando por cuidar do filho.

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Isso faz com que muitas mulheres que amam e precisam trabalhar tenham medo de engravidar. Algumas dependem do trabalho para se sustentarem e vendo tantas mulheres sendo mandada embora após voltarem da licença maternidade, ou sendo pressionadas a se demitirem por chefes e colegas de trabalho, faz que com adiem a maternidade cada vez mais ou até desistam desse sonho.

Deixar de trabalhar para se dedicar aos filhos deveria ser uma opção da mulher e não uma imposição. Muitas mulheres estudaram, fizeram cursos, especializações, amam trabalhar e de repente se veem em casa cuidando de filho, arrumando a casa por que já não são mais úteis para empresa.

Não que isso seja um demérito, muitas mulheres se sentem plenamente realizadas fazendo isso, mas deveria ser uma opção, uma escolha. ‘’Eu escolho cuidar dos meus filhos e ficar em casa’’. ‘’Eu escolho trabalhar e cuidar dos filhos’’. ’’Eu escolho apenas trabalhar e não ter filhos’’.

Mas o que se observa é que a mulher dificilmente tem o livre arbítrio. Em diversos casos a mulher é desligada da empresa assim que retorna da licença maternidade sem ter tempo de mostrar que consegue ser uma boa profissional, mesmo sendo mãe.

Felizmente muitas empresas entendem que a mulher que se tornou mãe não deixou de ser uma profissional qualificada e a recebem ao fim da licença maternidade com empatia e respeito.

É preciso lembrar que estão tratando com novas mães, pessoas que abdicaram de um tempo de suas vidas para trazer outra vida ao mundo. Não estavam de viagem de férias. Estavam gerando e cuidando de uma nova pessoa, que um dia vai crescer, vai trabalhar e se desejar ter um filho, não vai precisar largar nada, porque ter um filho não será sinônimo de perda e sim de ganho. #Bebê #Carreira