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No Brasil, os crimes de estupro e #Pedofilia crescem a todo ano. Uma pesquisa mostra que os #Estupros apontam uma marca de mais de 50 mil todos os anos, 10 mil desses estupros são coletivos, uma marca realmente assustadora.

Desde 2013, tramita na câmara dos deputados uma lei do deputado Jair Bolsonaro permitindo a #Castração química de presos que cometem algum tipo de estupro ou pedofilia.

Mas que é a castração química? A castração é um coquetel de drogas que são aplicadas nos presos para ajudá-los em sua reabilitação, e com isso, postos [VIDEO] na sociedade novamente.

Essas drogas são hormônios que privam temporariamente impulsos do indivíduo, elas acabam com a produção de testosterona ou criam grandes níveis hormonais, enganando assim o corpo, que para de produzir naturalmente, acaba fazendo com que a pessoa tenha problemas na ereção e não consiga praticar o ato de penetração.

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A questão é que esse tipo de programa teria que ser realizado individualmente e a pessoa deveria passar também por um tratamento psicológico para se saber ao certo o grau de transtorno psiquiátrico ela poderia possuir.

De acordo com Jovacy Peter Filho, professor de Direito Penal, hoje a castração química não estaria de acordo com a Constituição Federal Brasileira.

Conta Jovacy que, para o preso ser submetido a esse tipo de tratamento, ele deveria estar de acordo e não ser forçado a fazê-lo, pois estes crimes são praticados não só por alterações hormonais e sim por diversas causas como, formação social e experiências passadas não adequadas.

Embora a castração controle os impulsos , ela não acaba com interesse por atos, com isso, esses crimes poderiam ser feitos de alguma outra maneira, mas sem penetração, isso é, não cura o estuprador.

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Mesmo com muitas perguntas a serem esclarecidas sobre esse método, alguns países como Estados Unidos e Coreia do Sul utilizam a castração química.

Mesmo sem muitos dados no Brasil sobre a quantidade de reincidência de presos que voltaram a praticar esses tipos de crimes, a todo momento temos uma nova notícia de que estes são realizados.

Na cidade de Nottinghamshire, na Inglaterra, existe uma prisão que se coloca à disposição para tratar e reabilitar presos que cometeram esse crime, e assim tentar diminuir essas reincidências.

Nessas sessões terapêuticas, que são realizadas individuais ou coletivas, os presos recebem instruções de como pensar e fazer caso o desejo de praticar esses crimes novamente passe por sua cabeça e procuram explicar sobre os danos que eles causaram às pessoas e à sociedade.

Com isso, conseguiram baixar as taxas de reincidência dos presos para 6%, bem baixa em relação a quantidade de 50% de detentos no país.

A verdade é que não há certezas de que o tratamento possa dar 100% certo, mas alguma coisa tem que ser feita.