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Até quando vamos nos calar diante da barbárie diária promovida pela violência em todo o Brasil? Será que seria diferente se na guerra que leva inocentes à morte todos os dias [VIDEO] estivessem, entre as vítimas, filhos de governadores, deputados, senadores e do presidente? Não que eles mereçam sentir tamanha dor, aliás ninguém merece, mas será que se não estivessem por trás de seus carros blindados, cercados de seguranças e vivendo confortavelmente às custas do nosso dinheiro, dariam importância para as milhares de vidas ceifadas anualmente em solo brasileiro?

Jogados à cova dos leões

A sociedade se sente desamparada, refém da violência, da corrupção em um país que parece sem rumo, cresce o número de órfãos, viúvos e pais enterrando seus filhos, suas crianças que não tiveram sequer a chance de conhecer as belezas naturais de seu país.

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E se fosse com seu filho presidente, se tivesse que enterra-lo, finalmente ouviria o clamor das ruas pedindo paz!

Bala perdida

De acordo com o portal de notícias online 'G1', o garotinho Vitor Gabriel Leite Matheus, de 3 anos, que foi vítima de uma bala perdida, na noite de segunda-feira (30), no Rio de Janeiro, está em estado crítico e que se sobreviver terá sequelas graves, informou o médico Gonçalves Sestello do Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. O que fez Vitor Gabriel para merecer passar por isso? Ele estava na sala de sua casa, sentado no sofá, quando a bala atravessou o telhado e o acertou em cheio.

Descaso com a segurança pública

O descaso com a segurança pública no Brasil já atravessa várias décadas e diferentes mandatos presidenciais. As leis caducas e ultrapassadas favorecem o crescimento da criminalidade e assim vamos nos afogando no mar de lama, onde uma pequena parte da sociedade se sente segura para navegar em seus iates luxuosos.

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Boa parte desta minoria já nem mora mais no Brasil, fugiram, foram embora em busca de paz e segurança. E já que podem optar em viver em um país com mais segurança, com direitos assegurados, por que não?

Pai de Vitor Gabriel

O pedreiro Anderson Oliveira, pai de Vitor, é a imagem do desespero e da dor. Ele contou que o filho brincava com os irmãos na sala quando foi atingido. A residência da família fica em São João do Meriti, na Baixada Fluminense no Rio de Janeiro.

Anderson relatou que não dá para explicar a dor que ele e a esposa estão sentido. Ele conta que a casa é murada, pensaram que estavam seguros e uma bala que tinha tanto lugar para cair, foi entrar direto na cabeça de seu filho. Desesperado, ele conta que ouviu um barulho, que parecia o estouro de um balão, correu até a sala e viu o filho caído no chão, em um primeiro momento achou que Vitor tinha caído do sofá e saiu correndo com filho nos braços em busca de socorro.

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Uma vizinha os levou até o Hospital de Nilópolis, lá foi constatado que havia algo na cabeça da criança, então ele foi transferido para o Hospital de Posse, onde uma tomografia mostrou a bala em seu crânio.

Vitor passou por uma cirurgia e está em coma induzido, Anderson agradeceu aos médicos que segundo ele estão deixando acompanhar o filho de perto. “Os médicos estão fazendo a parte dele. Agora só espero que Deus faça. Estou orando a Deus para que ele reaja. Porque agora, só Deus. Ele estava brincando, feliz. É um menino que todo mundo gosta”.

A polícia continua a investigar o caso [VIDEO] e ainda não se sabe de onde a bala partiu. #Caso de polícia #mortes #Violência no Brasil