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O mundo, assim como lhe parece, não pode ser o reflexo da sua consciência. Ele o é a partir de uma vontade superior, de um plano maior. Assim como o autor não pode criar-se a si mesmo, o mundo, a realidade, as coisas, também não. Elas precisam de uma força externa para existir. E existem a partir dessa força.

Se você acha o mundo bonito, imagina quem o fez? Deve ser a beleza plena, mas não absoluta. Este aparente paradoxo torna a #Arte indecifrável. Sob essa perspectiva, a arte salva o mundo da mesmice. O artista é um transgressor por natureza. Rompe com o círculo natural das coisas.

Dentre as várias funções da arte está “a cura da alma”.

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Curar a alma aqui significa olhar para o mundo exterior e reconhecer que o outro tem vida própria. Nada se faz por si e para si. Tudo se cria para uma finalidade exterior, seja para louvação, adoração ou transgressão. Você precisa saber qual é a sua função no mundo. Se não, precisa ao menos saber quem é o seu inimigo, para não lutar em vão.

O mundo da moral adora ser chato. E as pessoas que a compõem são marionetes nesse processo. Enquanto objetos pensam que são sujeitos. Mas na verdade, colaboram para a perpetuação da moral vigente. O moralista jura acreditar que é feliz. Mas a felicidade mora ao lado.

De todo forma, o mundo é dos artistas. O artista na perspectiva do homem que vive em corda bamba. Aquela pessoa que é um contestador. Que não se acomoda diante do sucesso pessoal, mas que luta pelos direitos da coletividade.

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Enquanto vencedor de direitos, luta pela conquista da felicidade para todos.

O artista que pensa somente em si, nos seus negócios, na sua arte, também se torna um alienado. Enquanto alienado, vive pensando que os outros estão errados, enquanto que na verdade o errado é ele. É preciso, enfim, descompatibilizar-se de toda forma de preconceito, de julgamento de valor, para criar uma arte que salva, acolhe e liberta.

O homem contemporâneo, precisa, com urgência, criar uma arte da vida. Uma arte que acolhe a todos, não importando se é um agricultor ou um industrial. Ela tem que ser acolhedora. Portadora de uma identidade coletiva e menos descapitalizada. Resta-nos, ainda, a seguinte pergunta: isso é possível?

O acolhimento de toda forma de #Pensamento, por mais absurda que pareça, parece ser o caminho que deve seguir a arte contemporânea, sobre pena de ela continuar reproduzindo apenas as ideias da classe dominante. E enquanto classe dominante é ela que dita o que é certo ou não, o que é arte ou não; o que é lixo, moda, tendência.

Em suma, toda forma de arte deve ser pensada na forma de expressão cultural que liberta a alma humana da mesmice, da caretice do pensamento politicamente correto. A essência da arte é ser, ela mesma, transgressora de valores, de ideias, de pensamento. #Sociedade