Não se pode negar que com o advento e/ou entrada da tecnologia na vida das pessoas algumas mudanças ocorreram em praticamente toda atmosfera e/ou convivência humana, seja no campo social, político, e há quem defende que até no religioso no mundo todo, mas dizer que o mundo mudou talvez seja uma forma de fugir e/ou justificar uma ausência da realidade, ou seja, do mundo real.

Se as espécies racionais, claro, cada um por si resolver analisar o que é natural, ou seja, a primeira natureza das coisas certamente notará que o ciclo da vida, seja o reservado ao mundo animal, seja do mundo vegetal, apesar das mudanças continua o mesmo, em tese nada mudou e nem vai mudar certamente, nem a curto, nem a longo, e nem a eterno prazo.

Quem e/ou o que respira “respira” da mesma forma que foi no princípio de tudo. Pode até ser que tenha um pouco de dificuldade diante a poluição gerada por esse ou aquele processo arquitetado pelo próprio homem em certas regiões. O processo de fotossíntese, de acordo com o que tudo indica é o mesmo desde a formação do universo. A água em sua forma líquida, quando aquecida passa para o estado gasoso, é condensada, se precipita e volta ao estado líquido da mesma forma que sempre, ou seja, em ciclo e isso ocorre desde que Alguém disse “Haja luz [...]”. E houve luz. As pessoas nascem, crescem, se desenvolvem em todos os aspectos, se cansam, e morrem da mesma forma que antes, bem antes do marco zero. E... Se tudo o que é natural ocorre da mesma forma que antes, então se pode afirmar que nada mudou.

Se nada mudou, porque então as coisas estão diferentes? Se pode concluir que o que realmente mudou foi o comportamento de algumas pessoas diante a disponibilidade tecnológica. Algumas porque entregar-se aos recursos da tecnologia ainda é uma opção individual, seletiva. Por exemplo, o uso do telefone móvel. Nos tempos atuais ficar sem esse recurso (radar), se pode dizer é ficar parado no tempo sem ter e/ou saber para onde ir, mas ficar o tempo todo ligado nesse recurso é realmente necessário? Tudo indica que não é, mas as pessoas...

No caso do dispositivo eletroeletrônico do tipo celular é cada vez mais comum as pessoas deixarem de interagir corpo-a-corpo com as outras pessoalmente, principalmente pelo uso da internet e com isso tornarem-se escravas de si próprias e para si próprias em função dos muitos recursos que esse tipo de tecnologia possibilita: comprar, vender, namorar; trair; prosear; reclamar; elogiar, e muito mais coisas, mas de corpo ausente. Há quem diga ser esse um processo irreversível à solidão, onde a culpa não é da natureza das coisas, mas da opção que algumas pessoas escolhem para si próprias.

Por fim se pode dizer que o mundo é o mesmo de sempre. O comportamento de algumas pessoas sim, é que mudou e poderá mudar mais ainda na medida em que forem descobrindo os seus próprios mundos.