As pessoas já não conversam mais pessoalmente. Sobretudo os adolescentes. Diria mais, as pessoas não olham o que acontece ao seu redor, pois o mundo inteiro hoje para muitos é um mero retângulo de cerca de 12 centímetros. Se há alguém morrendo ao seu lado, se está ocorrendo um assalto, se o mundo está se acabando tanto faz, contanto que se tenha o celular em mãos. Aliás e daí se o mundo físico acabar, há o mundo virtual, não é mesmo?

Você já parou para prestar atenção nisso:

Pessoas que não largam o celular para absolutamente nada, nem no trabalho, nem na escola, nem para comer e pasmem, já vi isso - nem para amamentar - um momento que deveria ser especial entre mãe e filho.

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Pessoas paradas nas ruas , conversando e jogando em seus smartphones, como se estivessem em uma espécie de transe.

Grupos de amigos que estão juntos fisicamente porém não conversam entre si. Ficam o tempo todo comunicando-se com outras pessoas, tirando fotos e postando-as nas redes sociais.  

Pessoas com péssimo desempenho profissional ou educacional, pois vão dormir tarde e sentem sono durante o dia. 

Pessoas que não escutam absolutamente nada do que lhe falam, pois não conseguem prestar atenção em você. 

Afinal, para que tudo isso?

Se verificarmos o que essas pessoas fazem na internet de seus celulares o tempo inteiro aí sim ficaremos realmente chocados, pois certamente 90 porcento das mensagens e conversas transmitidas não possuem conteúdo aproveitável algum.

Devemos então ser contra a tecnologia?

Absolutamente.

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A tecnologia ajuda e muito.

Então devemos ser contra o quê? O excesso, pois os smartphones devem ser usados com parcimônia.

Devemos ser contra o excesso da atitude dessas pessoas que comem, dirigem, trabalham e estudam sem tirar o celular das mãos; dessas pessoas que não respondem e não olham nos olhos de quem está falando com elas,  dessas pessoas que ignoram o que se está se passando ao seu redor, pois não conseguem desgrudar seus olhos da tela do telefone, dessas pessoas que se reúnem porém não conversam entre si sem que seja de uma forma virtual. Devemos procurar abrir os olhos delas para a realidade que está passando enquanto estão conectadas em seu mundo virtual.

Devemos, sobretudo, prezar o bom diálogo com amigos, com a família. Estar juntos e compartilhar - de verdade, não virtualmente - a alegria de ter as pessoas queridas ao nosso redor, enquanto ainda as temos. #Educação