Antes de começar este artigo, gostaria de informar que ele não visa, de forma alguma, denegrir ou prejudicar a imagem da rede social, muito pelo contrário. Considero que o LinkedIn tem um papel fundamental para o networking. O que viso aqui é apenas alertar os usuários, dessa e de outras redes sociais, que são responsáveis pela sua página e informações postadas, a tomarem cuidado ao postar informações pessoais ou até mesmo se conectar com pessoas que não têm nenhum vínculo com você. No dia 24 de novembro recebi uma mensagem em inglês de uma tal de jyanka Monica, dizendo o seguinte: "Eu sou Mrs. Monica Yanka da França. Existe um projeto que eu quero fazer no seu país e vou precisar de sua ajuda, por favor escreva -me através do meu e-mail privado para obter mais detalhes.

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Eu pensei: se veio uma mensagem através de uma rede social respeitada como o LinkedIn, deve ser sério, ou não. Bom, resolvi pagar para ver. Entrei em sites de busca com o nome dela para ver se havia alguma informação e não encontrei absolutamente nada. Na verdade encontrei uma Monica Yanka, porém era diferente da foto que estava na rede social. No perfil falso do LinkedIn apenas está o nome, a localidade e que ela é autônoma. Esse perfil possui 302 conexões!

Aí vai outro alerta, pessoal: o LinkedIn deve ser uma rede de contatos profissionais, precisamos prestar atenção para que ele não se torne um Facebook, pois não tem as mesmas características. Ao adicionar pessoas em sua rede, faça uma pesquisa. Veja se a pessoa realmente tem um perfil válido, quais são as conexões.

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Este era um erro que eu estava cometendo também e só percebi depois do ocorrido.

O fato é que eu mandei um e-mail para a Mônica e eis que recebi uma resposta. No e-mail que ela me enviou estava uma proposta maravilhosa, cheia de promessas de dinheiro e que eu deveria passar alguns dados pessoais. Percebi todo o cuidado dessa pessoa em parecer natural. O primeiro contato foi através de uma rede profissional, com uma mensagem bem profissional. Já no segundo contato, através do meu e-mail, ela me contou uma história triste, que foi casada com o falecido Sr. George Yanka, que trabalhou na embaixada da República de Benin, país localizado na região ocidental da África e que já foi colônia francesa.

Ela continuou com uma estória dizendo que o falecido marido havia depositado uma quantia de 900 mil dólares em um banco americano e que eu poderia resgatá-lo, bastava informar meu nome completo e endereço. Este dinheiro seria usado para fundar uma ONG para ajudar viúvas carentes. Como eu já havia recebido e-mails parecidos com este e já tinha pesquisado e encontrado outras pessoas, inclusive de outros países também, que receberam, achei importante escrever este artigo, pois agora eles estão atacando também em redes sociais.

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Nunca havia tido conhecimento de contatos como esse através da rede do LinkedIn, uma rede profissional e respeitada.

Esse tipo de golpe precisa ser denunciado, já informei a rede social e agora estou fazendo minha parte, escrevendo este artigo. Muitas vezes a nossa ganância faz com que entremos em situações perigosas, entreguemos nossos dados, ou até mesmo dinheiro, para conseguir algo fácil. Não continuei a me comunicar com ela, mas tenho certeza de que se fosse adiante, certamente ela me pediria para depositar algum dinheiro para liberação de documentos, afinal o que são alguns mil reais comparados a uma fortuna em dólares que estaria liberada em meu nome?

Pesquisei sobre o sr. George Yanka e encontrei dezenas deles, mais de 20 páginas no site ancestry.com, a maioria norte-americanos. Sinceramente, espero que este artigo sirva de alerta para muitas pessoas. Cuidado com as suas conexões. Cada vez mais, vemos situações sem escrúpulos acontecendo devido à facilidade que a internet e as redes sociais proporcionam. O bom senso e precaução devem sempre falar mais alto.