Recentemente, resolvi descobrir como funcionava o Twitter. Algum contato meu do Facebook seguia o ator Zach Braff, estrela do seriado Médicos e Estagiários, e resolvi seguir, pois acho ele engraçado. Um dia, o ator revelou que estava no Twitter e pedia a adesão dos fãs, prometendo responder com algo engraçado. Cliquei para testar e nada de interessante aconteceu. Ele realmente respondeu a vários tweets.

Eu já tinha a Pitty e a Pink, e comecei a seguir outras celebridades como Tom Hanks e Johnny Depp. Também tenho Millôr Fernandes e Leonardo Boff, para não esmorecer o espírito. Acontece que muitos desses perfis são falsos, como o do Luis Fernando Veríssimo.

Publicidade
Publicidade

Esses que tenho até parecem ser verdadeiros, mas tirando o dia em que a Pitty postou algo logo após uma mensagem minha, ninguém mais se dignou. A cantora baiana havia escrito que a MTV havia tido um bom dia, mostrando boa música, e parecia muito animada. Eu disse a ela que era bom ver pessoas de bom humor, e ela escreveu - não em resposta, mas para todos - que realmente a MTV havia deixado ela "felizona".

Depois disso, resolvi usar o Twitter somente para mensagens importantes, e passei a escrever coisas do tipo: "Parem com a matança de civis no Iêmen!". Também ninguém respondeu - nem pessoas "normais", que estão em meus contatos. A minha página, configurada para só receber tweets de quem eu seguia, estava um marasmo só. Então, na quarta-feira, decidi seguir sites de jornais. E finalmente vi que ferramenta poderosa o Twitter pode ser.

Publicidade

Num único lugar, abrir os links para Estadão, Globo, CNN, BBC e Ultimo Segundo, os meus preferidos. Agora o fluxo de mensagens estava decente. E de repente, por volta das 3 da tarde desse dia, ninguém mais acessava o Twitter, inundado por problemas técnicos. Pânico geral. Onde vou ler notícias agora? Abrir cinco sites diferentes para procurar as noticias? Nem pensar!

A pane durou cerca de uma hora e pouco. No fim, tive que abrir o site do Globo pelo menos, desesperada por notícias, e o Facebook, para ver se alguém sabia do sumiço do microblog. Estamos, definitivamente, na era do pânico. Entramos em pânico quando abrimos uma conta numa rede social e não recebemos um bom fluxo de mensagens todo dia - conheço muita gente que deixou de usar o Orkut (eu inclusive) simplesmente porque aquilo ali ficou muito parado. Entramos em pânico quando tentamos falar com alguém e não estamos na mesma rede social ou programa de mensagens instantâneas.

No meu dia a dia, eu falava com a minha família no Messenger, com a minha chefe no Skype, com alguns primos no Google Talk e com alguns amigos no Facebook.

Publicidade

Tenho três e-mails diferentes, tenho vários navegadores de internet e quatro programas de chat. Sem internet eu não trabalho, não falo com a família, não leio jornais e não vejo TV. Mas ainda tenho um filho pequeno em casa e levo ele todos os dias a alguma atividade divertida, quando não está nevando. Quem não tem nem isso, só resta mesmo entrar em pânico por ficar fora do ar. #Opinião