Crianças e pré-adolescentes que passam mais tempo olhando para telas de computadores e smartphones do que interagindo com pessoas presencialmente têm a habilidade de reconhecer emoções faciais prejudicada.

Um estudo realizado recentemente pelo núcleo de psicologia da Universidade da Califórina (UCLA), constatou que passar alguns dias interagindo com amigos sem o uso de computadores, smartphones, televisores ou qualquer forma de tela digital melhora significativamente a habilidade de reconhecer emoções entre jovens e crianças.

Para o estudo 51 pré-adolescentes com idade média de 10 a 14 anos foram convidados a passar cinco dias em uma colônia de férias ao ar livre, sem acesso a eletrônicos.

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Enquanto outro grupo composto por 54 estudantes da mesma escola e com mesma faixa de idade permaneceu com a rotina inalterada.

Testes foram realizados antes e depois do acampamento, com ambos os grupos, em que os participantes deveriam observar rostos que apresentassem alegria, tristeza, raiva e medo, e depois deveriam reconhecer essas emoções em cada um dos rostos. O resultado foi que o grupo que estava no acampamento teve pontuação consideravelmente mais elevada no segundo teste: em média eles erraram 14.02 respostas no teste inicial, e 9.41 no teste final.

Além disso os participantes também demonstraram melhora na habilidade de comunicação não-verbal e maior conforto em situações de interação social em pessoa.

Yalda Uhls, uma das autoras do artigo comenta que "não podemos aprender a interpretar emoções não-verbais através de uma tela da mesma maneira que aprendemos em uma conversa cara-a-cara, se você não está praticando comunicação cara-a-cara você está perdendo habilidades sociais importantes."

Yalda pesquisa interações de crianças e adolescentes no meio digital em parceria com o Children's Digital Media Center, centro de estudos baseado em Los Angeles que busca observar como o uso contínuo de mídias digitais interativas, como celulares e videogames, pode vir a alterar a maneira como crianças e adolescentes se relacionam em situações não-digitais do dia-a-dia.

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