Segundo a Wikipédia, nerd de forma estereotipada é uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.

Bom, visto desta maneira parece ruim, mas vejamos pelo outro prisma. Já imaginou se os pais de Bill Gates, da Microsoft; Larry Page, do Google; e Mark Zuckerberg, do Facebook, não tivessem dado liberdade a eles para que usassem o computador desde a infância?

Da mesma forma que os pais sempre incentivaram seus filhos a terem o hábito da leitura, hoje é necessário incentivá-los, a saber, navegar na internet e usar as ferramentas disponíveis, para estarem aptos a conquistar o mercado de trabalho.

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A pesquisadora Lynn Schofield Clark, doutora em novas mídias pela Universidade de Denver, se dedica a estudar a melhor maneira de orientar o uso da tecnologia na infância. Ela criou um blog chamado Parenting in a Digital Age, com dicas e estudos sobre a melhor maneira de controlar o uso da internet e celulares. Existem também vários depoimentos de famílias que tiveram que se adaptar aos novos tempos. Do blog nasceu o livro The Parents App (O aplicativo dos pais), onde explica que a liberdade total não é mais viável, em virtude dos perigos online.

Hoje o acesso deve ser compartilhado, os pais devem participar alertando os filhos sobre sites com conteúdo útil.

Em sua pesquisa, a Dra Lynn analisou as famílias onde os pais conversavam com os filhos sobre o conteúdo acessado, a reação aos estímulos tecnológicos e ao tipo de #Educação transmitida por eles.

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Após analisar todos os dados, concluiu que as famílias se dividiam em quatro tipos possíveis em relação ao uso de tecnologia: restritiva, compartilhada, ativa e participativa.

  • Na restritiva os pais decidem o que pode ser acessado;
  • Na compartilhada, os pais usam a internet e jogam com os filhos, mas não conversam sobre o conteúdo;
  • Na ativa, conversam e orientam, mas não se envolvem nas atividades com os filhos, alertam sobre os perigos;
  • Na participativa, pais e filhos usam, conversam e compartilham, ensinando e aprendendo juntos.

A participativa, segundo a pesquisadora, é a ideal para a #Família na era digital, pois proporciona a troca de informações entre pais e filhos. Com certeza o diálogo e a orientação são fundamentais para introduzir os filhos, com segurança, no mundo digital, sem privá-los do uso e do aprendizado. A introdução deve ser gradativa e o controle rigoroso no início e à medida que a confiança cresce, poderá ser menor.

Se há indícios de que o filho tem grande interesse por tecnologia, poderá motivá-lo e oferecer livros e cursos para ajudá-lo.

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Temos que ter atenção se o tempo que o filho fica diante do computador é produtivo e se vai impulsioná-lo para o crescimento pessoal.

Muitas são as pessoas que aprendem inglês jogando vídeo game. Existem escolas que ensinam através de jogos interativos e são unânimes em dizer que, moderadamente, o uso de jogos e da internet podem ajudar muito no processo de aprendizagem.