A empresa de telefonia italiana TIM está se preparando para dar um 'ciao' aos brasileiros, após negociação com as suas concorrentes: a Vivo, que detém a maior parcela do público usuário de celulares no Brasil; a Oi, remanescente da antiga Telebrás; e a mexicana Claro. Não que a TIM esteja mal das pernas, porém, no universo dos grandes #Negócios, a divisão, fusão, incorporação, compra ou outros mecanismos usados para dominar o mercado são comuns. E se levarmos em conta que estamos falando de telecomunicações, então é que temos que achar isso normal.

Alô! Está cortando!

A corrida para marcar espaços rentáveis nesse mercado das comunicações está repleta de mudanças de nomes das operadoras: Lembra-se da Telebrás, que mantinha as TELEs estaduais como TELERJ, TELESP, TELPE, TELBA e outras tantas? Algumas ficaram juntas sob a alcunha de TELEMAR, mas depois, essa mesma foi privatizada e retalhada. Hoje, dela, resta o que virou a Oi. E tudo isso foi feito em nome do liberalismo econômico - ou seja, manda quem pode - que preconiza que o Estado não pode ser "dono" desses serviços. Os leilões realizados deram origem a empresas formadas por grandes grupos econômicos para gerir esses serviços. Assim, algumas empresas apareceram "do nada" para fazer parte de nossas vidas. Algumas foram, novamente, fruto de negociação. Lembra da Vésper, da BCP, da Intelig? Nomes e empresas vão e vem, assim como o sinal que elas oferecem: Vez por outra cai.

E nessa dança de nomes, as operadoras vão ficando mais fortes e maiores.

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A TIM continuará forte, mas não atuará aqui no Brasil e seus clientes serão devidamente encaminhados para as operadoras que ficam no ringue de batalha. A Vivo, que detém quase 30% do mercado nacional, passará a quase 40%, enquanto que a Claro e a Oi, ficarão com 34 e 28%, respectivamente. Os números representam, apenas, expectativas, porém, mostram como o mercado ficará praticamente todo na mão dessas três operadoras.

Mas, o que significa, para o usuário, essa mudança? Como nós, que usamos as telefonias móvel e fixa, a Internet e vemos TV, seremos atingidos com mais uma mudança? Somente com a ausência daqueles carecas azuis fazendo publicidade para a TIM? Será que os serviços melhorarão de qualidade, sem que os preços subam na mesma medida? Será que as novas tecnologias, com velocidades ultra-rápidas, serão instaladas para melhoria das nossas comunicações, diminuindo as constantes quedas de sinal e interferências? Será também que os preços - que não queremos que subam - irão, pelo menos se igualar aos que são cobrados mundo afora, onde são oferecidos serviços de muito melhor qualidade que aqui? #Comunicação

Vamos "nos ligar"

Cabe a nós, consumidores, começar a exigir qualidade nos serviços que essas operadoras disponibilizam a um preço nada atraente. Hoje, ainda temos quatro operadoras com as quais podemos usar o direito de usar a portabilidade, mesmo que isso não vá solucionar nossos problemas com a operadora à qual estamos vinculados. Vamos, apenas, mudar de rival nas contendas que continuaremos a ter. Quem já mudou de operadora esperando melhorias na outra, sabe bem que não logrou alcançar satisfação. E quando só tiverem três? A tendência é acontecer uma diminuição a ponto de só uma ser a dona do pedaço? Voltaremos a usar sinais de fumaça, então. Fumaça saída de nossos narizes...