Objeto de muitas pesquisas, a tecnologia de impressão 3D está cotada, inclusive, para produção de órgãos humanos. Imagine quem necessita de um transplante para permanecer vivo e que poderá receber imediatamente o órgão saudável sem precisar ficar em fila de espera ou depender de um doador para isso. Isso, segundo os estudiosos, está próximo de ocorrer.

Útil em qualquer área, seja no segmento da moda, medicina, tatuagens, joias ou produções domésticas, a impressora 3D também se torna alvo de polêmica quando se depara com ideias voltadas para o mal, como é o caso da produção de armas de fogo. Como escapar da sua utilização na área da criminalidade? Qual o limite da criatividade?

Criada há mais de 30 anos, a tecnologia de impressão 3D somente agora atingiu o consumidor final.

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No Brasil ainda é caro possuir uma, pois só com cartucho gasta-se cerca de R$ 250,00 mais o custo da impressora de R$ 5.000,00, quase 4 vezes mais cara do que nos EUA. Até que ponto vale a pena adquirir uma?

Segundo previsões da consultoria Gartner, em 2015 o número de aquisições desta tecnologia irá aumentar significativamente e continuará crescendo nos próximos anos. Em poucos anos estará acessível a todos os consumidores, pois a tendência também é baratear. Entretanto, muitas questões a respeito de direitos autorais, códigos de ética, segurança, religiosidade ainda precisam ser discutidas e regulamentadas. A principal questão é: o fato das pessoas possuírem uma impressora 3D dá a elas a liberdade de criar o que quiserem?

Casos polêmicos já ocorreram no Japão, a exemplo da disponibilização da vagina da artista plástica "Megumi Igarashi" para impressão 3D de um caiaque e que resultou em detenção por obscenidade.

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Também foi preso o japonês "Yoshitomo Imura" pela posse de duas armas, cujos detalhes da impressão foram exibidos em vídeo no YouTube. O texano e estudante de direito, "Cody Wilson", não teve essa punição e, através de vídeo no YouTube, defende o direito de imprimir armas ou viver em um mundo que seja possível produzir o que quiser.

Os benefícios podem ser inúmeros, sejam estes financeiros, com alguns casos comprovados de economia em próteses humanas; perspectivas de aumento da expectativa de vida; acesso a produtos antes inimagináveis para populações carentes, dentre outros. Porém, é preciso ter prudência, ter limites, seja na ciência ou no uso generalizado, para as necessidades pessoais. #Inovação