Imagine chegar em casa e, por algum motivo, não conseguir baixar nem assistir online o último episódio daquela sua série favorita. Isso foi o que ocorreu com a estudante Sabrina Régis, de 15 anos, e como nativa digital, prontamente, conseguiu resolver a situação ao acessar a SmartTV e assistir diretamente da internet, sem a intermediação de outros dispositivos, como um computador.

Casos como esse são cada vez mais frequentes e a #Televisão é apenas um dos muitos equipamentos e dispositivos que agora estão conectados à rede mundial de computadores, fenômeno que vem sendo chamado de "Internet das Coisas". Para se ter uma ideia, no início de janeiro, a Samsung anunciou que, em 2017, todas as suas televisões terão possibilidade de conexão à internet, funcionalidade que será estendida aos demais dispositivos da marca até 2020.


Basicamente, a "Internet das Coisas" se refere à conexão dos itens usados do dia a dia à internet, como eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo tênis, roupas e maçanetas. Essas "coisas" são conectadas também a outros dispositivos, como computadores e smartphones.


Durante o curso sobre Jornalismo Móvel, promovido pela Associação Nacional dos Jornais do Brasil (ANJ) e pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, com apoio do Google, os participantes deram sua opinião sobre esse assunto.


O jornalista Cido Coelho afirmou que a tendência é que novos objetos sejam criados e novos serviços também. "Temos como uma visão as casas inteligentes, os carros, que estão cada vez mais conectados, e o segmento de vestimentas. Ou seja, as roupas e os objetos estarão conectadas à web. E isso pode ser um facilitador para a criação de novos serviços", afirmou.


De acordo com o jornalista Higo Lima, os objetos conectados poderão servir para enfrentar um dos maiores problemas do Brasil que é a violência urbana. "É justamente nesse campo que acredito que veremos as maiores evoluções da 'Internet das Coisas'. A presença da rede e de mecanismos que nos auxilie a vigiar, punir e sobretudo criar mecanismos de prevenção ao crime", afirmou.


Para os próximos dois anos, a expectativa é que haja um crescimento exponencial com mais objetos conectados. Isso é o que a jornalista Janete Galbiatti acredita. Para ela, a "Internet das Coisas" tende a evoluir, assim como já está previsto para o uso de smartphones. "É só uma questão de ajuste tecnológico pra ligar cada vez mais objetos e aparelhos às grandes bases de dados", ressaltou.


A previsão é que cada vez mais tarefas sejam realizadas com a ajuda da personalização via internet. "Um como um carro que sabe quem está dirigindo e, automaticamente, toca as playlists que o motorista gosta, ou uma geladeira que identifica quando os itens comumente comprados estão prestes a esgotar e faz o pedido ao serviço de delivery do supermercado, ou ainda um termostato que cruza informações sobre o gosto dos moradores, o horário que chegam e a temperatura na parte externa da casa evitam que os usuários se preocupem com tais tarefas", são exemplos citados pelo jornalista Arthur Figueiredo.


Na verdade, a ideia de conectar objetos é discutida desde 1991 e se aprimorou com o surgimento da internet em meados dessa mesma década. Assim, as indústrias de tecnologia ainda tem muito a desenvolver e ajustar, principalmente, em relação aos custos desses dispositivos.