Notícias chegadas de Porterville, cidade da qual poucos devem ter ouvido falar, começam a confirmar previsões daqueles que acreditavam que um dia, não muito distante, e que finalmente chegou, a computação em nuvem seria utilizada em #Educação. É importante conferir o que elas nos dizem.

O que está acontecendo em Porterville?

Por lá criaram uma plataforma que interliga ciência, tecnologia, engenharia, professores de matemática e outros profissionais de boa fé e cheios de esperança (esperamos que estas não acabem indo para onde tantas outras acabam: delas o inferno está cheio). Com tal background, porém, é de se esperar coisa boa, como resultado de seu trabalho.

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Qual é a proposta por detrás dos fogos de artifício?

A proposta é que a aprendizagem se torne mais significativa, ao colocar para o aluno, novidades que ele irá aprender antes que a faculdade lhes dar a devida divulgação. Ausubel, esteja ele onde estiver, quem sabe conversando com Piaget em um canto, ambos regozijando-se com esta medida, certamente apoiariam, sem reservas, tal proposta. O fardo do currículo embalado parece ter sido deixado largado à beira do caminho, como laranja madura na beira da estrada, bichada ou atacada por marimbondos no pé (como disse o poeta em versos cantados pelo mestre Ataulfo).

Para quem sonhava com o currículo aberto que andaria "paripassu" com o que acontece na sociedade, o dia de glória chegou. Conectar alunos de diferentes localidades, com professores de diversas escolas, discutindo problemas do dia-a-dia da sociedade, parece ter sido algo não encomendado e que aconteceu em um dia, no qual, Ele acordou com um tremendo bom humor.

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Como é bom aprender junto com especialistas

Em um ambiente como este os alunos irão aprender com especialistas. Especialistas irão aprender com aluno. Haverá uma troca significativa. Pierre Lévy terá, quem sabe, oportunidade de, mais uma vez, confirmar a sua inteligência coletiva e quem sabe escrever mais algum livro sobre o assunto. A manifestação de sua cibercultura se revela com toda a pujança da força oculta que ela tem.

O que será que vão achar lá no planalto?

Quem sabe o mesmo que fizeram aqueles que recusaram diversas vezes propostas de ajuste curricular que chegaram às mesas das pequenas salas de estudo e pesquisa, chamadas palácios de cristal, de onde, doutores sem nenhuma experiência de sala de aula, ditam regras que não são adequadas ao contexto da educação moderna.

O que devem fazer nossos professores?

Quem sabe não devam imitar Dom Pedro I e, ainda que não sejam tão teatrais e nem empinem vigorosos corcéis, formados nas estrebarias imperiais, gritem: independência ou morte para os professores que querem dar aos seus alunos uma educação de maior qualidade, liberta de amarras impostas pelos órgãos que controlam a educação em nosso país.

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Dizem que, se seus nomes não forem pronunciados, nenhuma ira e nem peso da lei recairá sobre quem falar, o que talvez faz com que eles não estejam nomeados.

Monte o seu plano de ação!

Procure por estas experiências na rede. Aprenda sobre elas. Oriente os alunos a aprender sobre elas. Crie a sua primeira e tímida comunidade de prática. Procure algum Mecenas e o convença a investir na transformação de sua comunidade. Será uma grande confraternização na grande nuvem que parece, segundo dizem as más línguas ser infinita, mas é bom garantir lugar nas primeiras filas para melhor assistir ao espetáculo.