Por muito tempo e ainda hoje, para muitas pessoas, a IA é coisa do encardido. É coisa de quem não tem o que fazer. Como pode um robô pensar e sentir como um ser humano? Hal ainda não convocou nenhuma reunião para greve geral dos robôs. O que ele fez foi ajudar deficientes, dando forca ao portador, façanha pela qual até ganhou um prêmio. Por enquanto ele está mais para impressionar a mídia da sociedade do espetáculo, já deplorada por Guy Debord, enquanto ele teve oportunidade.

Ela ainda é utilizada em sensores, direção de carro, em smartphones para alertar ou esconder coisas que as mulheres não podem saber. O que acontece, acontece na surdina, na calada da noite.

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Aos poucos a IA vem tomando conta de nossa vida. Para pesquisadores da área da #Educação, a IA é negócio sério. Coisa para se ganhar algum Nobel.

Como ela pode ser um apoio para a educação?

Observe que a inteligência dos computadores, ainda que ela seja somente mais força, rapidez e concentração, já ajuda alunos e professores a tirar o máximo das experiências educacionais. A pesquisa agradece. Ela pode ser feita e algoritmos podem ser montados para que aconteça a classificação, escolha e qualificação de informações. Só isto já mereceria destaque. Os processos de avaliação com intervenção da IA se tornam cada vez mais sérios e eficazes. A correção pode acontecer em tempo real e a orientação para que o aluno refaça no todo ou em parte, pode ser programada de acordo com o que os professores acharem mais adequado.

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Para além da pesquisa há algo mais escondido?

Os softwares educacionais procuram se revestir de uma nova aura e passar a encantar os alunos. A personalização, a adaptabilidade e o processo de gamificação tomam assento. Há aspectos lúdicos para todos os gostos. A aprendizagem adaptativa é um dos destaques. As soluções assistidas por computador colocam em destaque a aprendizagem baseada em problemas.

Novas formas de utilização estão sendo estudadas. Identificadores de lacunas em práticas didáticas e pedagógicas, podem não agradar em um primeiro momento, mas terão seu lugar ao sol. O tutor inteligente online volta ao palco e se apresenta um pouco menos infantil e sua seriedade pode convencer pedagogos mais renitentes. Em atividades de feedback está uma das preciosidades, os alunos são sempre lembrados do que deixaram de fazer ou do que precisam fazer para aprender. Os avatares da IA são conversadores e assim a interatividade está garantida. A tentativa e erro ganha uma aliada importante.

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O que sobrou para os professores de verdade?

Desenvolvimento de pensamentos de mais alta ordem e da criatividade é algo que ainda não foi suficientemente resolvido, mas há trabalhos e pesquisas na área. Serem objeto da atenção dos robôs nunca foi algo esquecido. A interação com os robôs pode dar aos professores novas formas de desempenho de seu papel, quando deles é retirado todo o trabalho repetitivo. Aprender a utilizar a IA está na lista dos processos de formação permanente e continuada. Agora somente resta esperar que sua escola venha a ingressar na era da IA, ou você pode sair com seu currículo debaixo do braço e procurar alguma escola que já esteja um pouco adiante em seu tempo.