O ano letivo começou com os professores reunidos. A notícia causou espanto. Agora todo o aparato tecnológico da instituição estaria na nuvem. O editor Word® 2007, já meio capenga, seria substituído pelo novo e mais potente Word 2013, já se encaminhando para sua versão 2016. O mesmo aconteceria com todos os pacotes com a utilização do office 365® que, quando bancado pela instituição de ensino em um investimento (não uma despesa contábil) com retorno garantido, nada custa aos professores e alunos.

Alguns se entreolharam com dúvida. A zona de conforto de cada um estava indo para o espaço. A implantação de softwares colaborativos na Web 2.0 traz a promessa de unir professores das mais diferentes localidades, produzindo materiais como recursos educacionais abertos.

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Os ganhos com a produção de materiais, que representam grande parte do investimento de instituições de ensino, também iriam embora e rapidamente.

A evolução tecnológica continua

A democratização na #Educação parece querer se estabelecer de forma definitiva. Mal saída da infância, onde mal balbucia e compreende o que os usuários realmente querem, os novos ventos da evolução tecnológica trazem a Web 3.0: a web semântica. A nuvem está cada vez mais cheia. Nada melhor que saber o que os usuários querem e atendê-los a contento.

Logo que as aulas começaram, os alunos foram informados. Aqueles que gostam de softwares de design e editoração de documentos, agora tinham toda uma suíte Adobe disponível ao alcance de seus dedos, na escola, em sua casa ou no trabalho. Basta um número único e o acesso a um número finito de máquinas está garantido.

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A industrialização chegou para ficar

Algumas instituições de ensino renomadas (Warthon, Harvard e outras), algumas empresas (IBM e Microsoft) colocam nas nuvens todo o conhecimento que acumularam. Elas trabalham no paradigma da transformação da organização contemporânea, em uma organização aprendente, em uma "escola de negócios inteligente", na qual a computação móvel e a efetivação da aprendizagem ubíqua (Ubiquitous learning) está presente.

Elas agora enxergam o mundo inteiro mais de perto e concorrem em nível global. A educação deixou de ter um aspecto cultural local. Os MOOCS (Massive Online Open Courses) e a educação aberta se dão as mãos para criar novas possibilidades de formação, sem que sejam necessários estudos anteriores. A educação a distância efetua a sua máxima: qualquer conteúdo, em qualquer lugar, a qualquer hora.

Com a nuvem carregada não espere chuvas que irão alagar ruas e casas, o que você irá receber será uma enxurrada de novas de tecnologias. Elas irão permitir o acesso quase que ilimitado a recursos que antes precisavam ser catados nos fundos de alguma biblioteca universitária.

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A entrega de conteúdo baseado na rede permite que as ilhas de excelência educacional enxerguem o mundo na palma da sua mão. Melhor para elas, pior para as instituições de ensino nacionais. Se elas continuarem com a demora em acompanhar estas evoluções poderemos novamente sermos submetidos a um neocolonialismo, agora tecnológico e educacional.

Esta proposta é genuinamente nova e tem ao seu lado a força do capital. O objetivo é levar a educação ao maior número de pessoas. O aumento da demanda certamente deve diminuir os custos. A industrialização finalmente atinge o setor educacional. Se isto é bom ou não, somente o tempo poderá nos dizer. #Opinião