Alguns, mais pessimistas, poderiam dar uma resposta imediata: a maré não está para peixe. Visão tomada a partir das empresas desenvolvedoras e consumidoras de software. Outros, mais otimistas, poderiam também dar uma resposta imediata: a maré está boa. Visão tomada a partir do posicionamento de quem quer trabalhar na área de TI desenvolvendo ou gerenciando softwares.

A resposta depende da perspectiva adotada para desenvolver uma análise sobre o tema.

O que as estatísticas dizem?

O IDC (2013) colocou, algum tempo atrás, que a falta de profissionais de TI irá se agravar no Brasil. Para o ano da graça de 2015, no qual recentemente ingressamos, se prevê uma carência de mais de cento e dezessete mil vagas abertas e sem profissionais qualificados para atendimento ao mercado.

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Primeiro ponto para a visão otimista e que orienta diferentes profissionais a buscarem a área da tecnologia da informação. Ela é interdisciplinar com todas as demais áreas do conhecimento. Assim, advogados podem deixar suas bancas e se tornarem desenvolvedores de programas de análise de jurisprudência, por exemplo.

Qual a abordagem mais correta para a busca de uma solução?

Parece que o ponto de partida mais correto seja questionar: como está a complexidade das soluções tecnológicas na sociedade contemporânea? Qual a sua influência na falta de profissionais no mercado? Como solucionar o problema? As respostas devem ser dadas sem adotar um posicionamento que penda para qualquer dos lados da balança e que permitam a manutenção de uma isenção necessária. Esta imparcialidade é difícil de se obter de forma consensual.

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Ambos os lados tendem a puxar a sardinha para mais perto de sua brasa.

Leis que direcionam o senso comum do mercado!

Além das leis de Moore (se alguma coisa pode dar errado: certamente dará errado, cantada em prosa e verso no jargão da área informática) e de outras menos votadas, podemos apoiar a resposta na lei da complexidade de Robert Glass. Segundo suas colocações, para cada aumento de 25% em termos de funcionalidade que se dá a um sistema, há um aumento de quatro vezes na complexidade do software, tanto em sua linha de produção, quando em sua linha de utilização (diminuído com as interfaces gráficas amigáveis com os usuários finais).

Primeiro ponto para a visão pessimista. As empresas terão maior dificuldade em localizar profissionais capazes para trabalhar com um nível de complexidade elevado.

O que fazer no frigir dos ovos?

Quando tratamos com a tecnologia a primeira preocupação deve ser a capacidade de adaptação organizacional em ambos os pratos de uma balança que coloca, de um lado produtores de software e, em outro lado, o problema da falta de formação profissional.

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Se considerarmos que a lei de Glass é válida, o que parece ser um consenso na área da tecnologia da informação, chegamos a uma justificativa sobre o porquê da situação ter atingido este ponto, mas ainda não temos a solução para o problema. #Educação

Quem sabe no investimento em P&D a ser oferecido por iniciativas governamentais, com a colaboração direta de instituições de ensino técnico, tecnológico e de formação de bacharéis possa melhorar um mercado carente de bons profissionais. Por enquanto, o melhor conselho é que você prepare o seu matulão e se bandeie para os lados da tecnologia.