O espaço conquistado pelas mulheres no mercado de #Trabalho, sem dúvida, sofreu um grande avanço. Entretanto, algumas áreas, mesmo com avanço expressivo da atuação feminina, ainda está aquém do esperado. Quando os estudantes da área de ciência da computação são liberados para o mercado, a preferência das empresas é sempre maior pelos homens.

O assunto chegou no Vale do Silício e as empresas Facebook e Linkedin se uniram para aumentarem as chances das mulheres demonstrarem o seu potencial tecnológico. Assim, estão investindo em cursos de engenharia e ciência da computação para crescimento da quantidade de estudantes do sexo feminino. Mais mulheres terão a chance de estudar e trabalhar futuramente nas duas empresas.

Atualmente a participação de mulheres nesses cursos é de apenas 17% e para mudar este quadro, as empresas Facebook e Linkedin estão lançando um programa de educação com tutores em universidades, de forma a envolver mais as mulheres na área de TI, bem como prepará-las melhor para atuação profissional.

Atentos à variedade de usuários em suas redes sociais e profissionais, as duas grandes empresas desejam atender às demandas com equidade de gênero. No Brasil, a participação de mulheres noLlinkedin aumentou bastante, conforme matéria sobre mulheres no linkedin. Aumento percebido também ocorreu na indústria de Games e, hoje, elas são maioria entre os usuários da internet.

Os recursos financeiros investidos pelas duas empresas estão direcionados para formação de grupos de trabalho e em cursos de orientação conduzidos pela LeanIn.org, visando à globalização do programa e fomento dos grupos de estudos nas universidades públicas e privadas.

Segundo algumas estudantes de tecnologia, existe um preconceito grande de que as mulheres não são suficientemente boas em engenharia ou ciência da computação. Essa ideia acabou por intimidar as mulheres, permitindo o avanço dos homens nessa ciência.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último censo realizado em 2010, do total de profissionais atuando no setor de TI, a participação de mulheres correspondia a apenas um quarto. O cenário está mudando, mas ainda falta muito para aumentar a fatia no mercado.

No ranking FEM (Fórum Econômico Mundial), em relação ao quesito igualdade de gênero, o Brasil ocupa a posição 71 dos 142 países envolvidos no estudo. A informação transmitida pelo FEM, em janeiro deste ano, é que levará mais 81 anos para ocorrer a paridade de gênero em empresas, governos e organizações. Quem sabe esta iniciativa das duas grandes redes Facebook e Linkedin possa ajudar a reduzir o tempo desta previsão?