Lembre-se das notas novinhas de 100 reais. Aproveite a capacidade fotográfica de seu smartphone. Coloque uma delas em uma moldura e fotografe. Logo em seguida coloque esta foto como tela de fundo em seu celular. Quando tiver saudades olhe para ela: estará limpa, nova, imaculada, como se tivesse saído da prensa naquele instante. Não, ninguém roubou seu dinheiro. Você está apenas observando mudanças em trânsito. A primeira irá acabar com o papel moeda. A outra tende a tornar os dispositivos móveis elementos ativos de consumo.

Há uma perspectiva trazida para 2015: a expansão em níveis nunca antes observados em nosso país (para manter o linguajar dos velhos caudilhos) do mobile retail: uma maneira por meio da qual algumas pessoas, menos prudentes ou mais ricas, gastarem a rodo economizando as solas dos sapatos.

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O que os fornecedores devem fazer?

Em primeiro lugar: reconhecer a existência de uma nova classe de clientes. Surgem no mercado os "on the go Consumers". É preciso descobrir qualidades (para os vendedores) que este novo nicho de mercado pode apresentar. Está na hora de você descobrir porque criaram os institutos de análise de mercado voltados para o CRM (todos devem saber que isto se refere à descoberta de técnicas para fazer as pessoas gastarem mais, fazendo de conta que estão bem atendidas, um dos propósitos do Customer Relationship management). Eles trazem números. Um deles o White Horse Futures Digital Group indica que o mercado está em uma fase onde os fornecedores estão sujeitos a aprender a abrir os seus corredores, para os pequenos espiões que estão ativos 24 horas por dia.

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Se você é um fornecedor está na hora de entrar para a lista daqueles que irão adotar o quadro de inovação centrada no consumidor e tratar de desenvolver aplicativos responsivos que rodam nos pequenos dominadores, que fazem de seu pequeno tamanho sua maior força (o celular é claro). É importante lembrar que este é um mercado de cem milhões de consumidores.

Então o que se deve fazer nesta fase inicial?

Colocar os marqueteiros em campo para levantar as características desta nova clientela. É bom avisar: parte dela faz parte da geração digital. Pessoas mais difíceis de enganar e que vivem em contato com as redes sociais, uma nova espécie de esfinge que devora quem não consegue compreender seus segredos (lembre-se que existiu, algures, pessoas que utilizavam da mitologia como única forma que restou de explicar as coisas).

E os clientes? O que eles devem fazer?

Se você utiliza um celular seu destino é se tornar um on the go consumer. A primeira providência é claro, será diminuir o limite de seu cartão de crédito, não importa quantas decepções você irá ter ao tomar esta decisão.

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Associe-se a algum site Best Buy. Una-se às redes de proteção de consumidores (os direitos do consumidor continuam válidos no ambiente em rede). Lembre-se que a produtividade de um fornecedor, pode representar perdas financeiras para o cliente.

Veja o que aconteceu com o pau de selfie no último carnaval. Como testemunhas silenciosas de um gasto desnecessário, muitos destes inúteis instrumentos jazem no fundo dos armários. Quem sabe sejam utilizados na próxima churrascada: se faltar o carvão. Em resumo, você tem muito o que aprender sobre consumo responsável. Não esqueça de dar privilégio aos fornecedores que trabalham com energias limpas e propugnam medidas para salvar o planeta desta onda de consumo desvairado. #Negócios