Os Moocs são um movimento recente e que adquiriu contornos de uma febre. Assim, surge mais um fenômeno, entre tantos outros que periodicamente se manifestam na grande rede. Muitas pessoas se jogam de cabeça nestas propostas. Mas todo o cuidado é preciso para que esta iniciativa não venha a se tornar uma aventura. É preciso que você evite se tornar mais uma das pessoas que aumentam os assustadores números de evasão que ocorrem logo nas primeiras etapas destes cursos. Assim justifica-se que cuidados sejam tomados e que a participação nestas iniciativas seja uma decisão tomada com cuidado.

Olhe, avalie e então participe

Quando tratamos da tecnologia o posicionamento mais correto é não pautar orientações em uma visão superficial.

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Ela pode pecar pela alienação ou ainda por alguma forma de histeria coletiva que reúne pessoas dos mais diferentes lugares e culturas num açodamento em busca de qualificação, colocada como um desafio na sociedade contemporânea. Se você quer participar, aproveite, não há requisitos. Em muitos deles não há custos, a não ser o leitor queira uma certificação avalizada por alguma instituição de respeito. Tudo está a favor de uma decisão positiva. Mas antes de colocar o preto no branco, pelo menos se pergunte: Será que eu realmente preciso disso que está sendo oferecido?

A #Educação aberta recebe um reforço

Com o surgimento dos Moocs, a educação aberta recebe um reforço de peso. É preciso compreender que esta investida tem mais um apelo da democratização do processo de ensino e aprendizagem, do que alguma investida com intenção de defenestrar a educação formal pela primeira janela.

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Esta não é a intenção da educação aberta e também parece não ser o objetivo dos Moocs. Aprender determinadas tarefas pontuais pode, sem que isto seja um problema, prescindir da educação formal.

A consequência da imprudência

São muitos os exemplos de que quando o entusiasmo supera o bom senso as boas intenções podem não valer nada. Assim torna-se possível observar o que ocorre nos cursos oferecidos neste formato. A evasão pode atingir taxas entre 80 e 90%. A ausência de aspectos limitadores e o nome de algumas das instituições de ensino, consideradas como ilhas de excelência, que participam dos programas, levam muitos a uma aventura que, se não lhes causa perdas financeiras em espécie, certamente traz algum prejuízo.

O que o mercado corporativo pensa disso?

No começo foi possível observar o fator resistência ativo. Ele vinha acompanhado da descrença na capacidade que as pessoas têm em aprender de forma autônoma, quando seu interesse supera o estado inercial favorecido por uma ampla zona de conforto.

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Aos poucos o mercado confirmou que, muitos egressos destes cursos apresentavam, na prática, as competências e habilidades que eles propunham. O renome dos professores envolvidos e das instituições parece ser uma garantia de qualidade.

São constatações podem lhe dar maior segurança para participação nestas iniciativas adequando o seu procedimento às suas reais necessidades. Se estiver em busca de reconhecimento e aproveitamento profissional do conhecimento é recomendável o pagamento por uma avaliação e certificação, mais aceitável para os que ainda resistem. Se o prazer pessoal for a motivação, basta a cada um saber e aplicar o conhecimento adquirido sem nenhuma restrição.