O primeiro HD ninguém esquece. Ele tinha uma capacidade de 5 megabytes (impressionante para a época). Era quase do tamanho de um tijolo (com exagero é claro). Tinha uma aparência taciturna. Geralmente era tão preto quanto as asas da graúna. Certamente você lembra dele. O seu primeiro disco rígido e que ainda por cima era interno. Quando sua capacidade saltou para 20 megabytes, deve ter exultado de alegria. O custo de armazenamento era uma fortuna.

Como as coisas estão hoje em dia?

Hoje podemos observar a efetivação da lógica de crescimento de capacidade sem que haja crescimento físico. O adensamento das superfícies que contém cilindros e trilhas, aumenta de forma descomunal a capacidade.

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O crescimento dos centros de dados se mostra impressionante. Tudo isto é colocado à disposição dos usuários a um custo que diminui, não da forma exponencial como espaços maiores de armazenamento são obtidos em superfícies cada vez menores. Qualquer organização sabe o custo de manutenção de segurança e integridade de dados. Aos poucos ele se torna proibitivo. A remuneração das pessoas assume o principal lugar nas despesas. A robotização de atividades ainda é contida, mas se apresenta como uma represa que não vai segurar águas revoltas do capital mal remunerado por muito tempo.

Como estão as propostas para que espaço infinito de dados seja ofertado?

Os gerentes dos departamentos de tecnologia da informação têm que lutar para escolher entre sua lealdade à empresa que os paga ou aos seus colegas, alguns dos quais já mereciam estar na rua há algum tempo por ineficiência total.

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Quando eles recebem uma garantia de disponibilidade dos dados no formato 24 x 7 x 365 (24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano) somada às garantias de um SLA - Service Level Agreement (contrato no qual todas as vantagens parecem estar a favor do cliente, que somente sai perdendo quando a outra parte não cumpre o estabelecido, o que também não é tão difícil de acontecer), eles respiram aliviados. As coisas que estão colocadas na nuvem, pelo menos no papel, tem garantia de segurança e privacidade, acima de qualquer suspeita.

Como fazer as coisas da forma mais correta?

Para começo de conversa, para organizações que são tradicionalmente usuárias de sistemas de informação gerencial, cuja expertise não está no desenvolvimento e manutenção de data centers erram quando decidem em nome de segurança e privacidade, além da diminuição de custos (o que nem sempre é uma realidade), bancar seu próprio data center. Há gigantes do setor e a briga está fazendo os preços despencarem ladeira abaixo e o rigor nos contratos, parece garantir em tese, a segurança da coisa toda.

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#Trabalho

Onde entra o planejamento?

Independente da forma de estabelecer seu data center, o planejamento do crescimento deve ser o mais próximo da realidade possível. As folgas são bem-vindas não apenas para os departamentos de TI, mas também para usuários da organização que cada vez mais, acabam tendo como valor agregado, a cessão de espaços para utilização, normalmente sem que nada seja cobrado. Os detalhes técnicos deste processo são complexos, mas as interfaces voltadas para usuários finais, acabam deixando a tarefa simples. Assim, se você precisar livrar-se de rotinas de segurança e privacidade caras, carregar grandes volumes de dados para lá e para cá e ter uma previsão de crescimento estabelecida, comece a pensar em seu data center infinito.