O mercado acadêmico volta a se movimentar. O fator resistência andava um pouco sumido. Ele volta a se manifestar. Vozes se levantam contra uma proposta considerada absurda. Ela parece afrontar princípios didáticos e pedagógicos. Foi assim com praticamente todas as tecnologias.

Ainda é possível ouvir ecos das vozes que se levantavam contra a utilização do telégrafo, no início da #Educação à distância. O mesmo aconteceu com o rádio, que formou milhares de brasileiros (o finado Mobral teve os seus méritos). Segundo a previsão dos doutos, a televisão nunca conseguiria transmitir conteúdos educacionais. Contra tudo e contra todos, ela acabou por mostrar a sua cara em programas de qualidade.

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Atores como professores destoavam um pouco. Professores como atores, destoavam totalmente. Mas do jeitinho brasileiro, tudo acabou funcionando.

Todos os dias o telecurso veste novas roupas. Elas atraem e encantam pessoas que não podem sair da frente dos fogões e dos tanques de lavar roupa. As mulheres, que desenvolvem tripla jornada de trabalho, que o digam. Pode acreditar: Elas também têm o direito de aprender. Ele está garantido na Constituição, apesar dela ser um documento diariamente vilipendiado.

Videoconferências e teleconferências disseminaram informações aos quatro cantos. A gritaria contra as tecnologias wiki e contra os blogs pessoais ainda impedem muitas pessoas de citarem estas fontes, sem que nenhuma contra argumentação seja ouvida.

Estamos no tempo das salas de aula invertidas onde os alunos aprendem por si mesmos ou pelo menos tentam.

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Para ir para a escola, basta passar da cozinha, onde acabamos de tomar um delicioso café, para o quarto de estudos. Ele fica no aposento ao lado, ou logo depois de atravessar um pequeno caminho até a edícula, que fica no fundo do terreno.

Os smartphones (celulares inteligentes, para os íntimos) e os fablets (assim mesmo, aportuguesado e sem tradução), representam um casamento considerado improvável entre tablets e celulares, em tempo de miniaturização.

Surge no horizonte uma nova proposta. Que tal vestir a educação? Parece ficção em uma era onde ficções, imaginadas há uma década, são efetivadas diariamente. Surgem as wereables Technologies. Você já ouviu falar disso? Se não ouviu, prepare-se, em pouco tempo sua divulgação deve ser massiva.

Os caça-níqueis, que miram os tecnófilos, estão sendo azeitados para uma nova ofensiva, apesar do pouco sucesso do Google Glass® (este mesmo: aqueles óculos que deixam você com uma cara engraçada que dá medo em sua netinha). Parece que ele não atendeu às expectativas e deixou seus criadores com aquele riso amarelo, afivelado na cara, para disfarçar o insucesso.

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Mas as investidas continuarão. A educação, um reduto imobilista por excelência, será mais uma vez atacada e bastiões perseverarão a lutar contra as novas tecnologias, depois da derrubada dos principais muros de resistência, mas serão derrotados. O capital ainda é o exército mais forte.

Meu relógio, todo preto, para chamar a atenção do eleitorado ansioso por novidades, apita. O som é um pouco estridente. Tenho que abaixar o volume (penso um tanto envergonhado). Chegou uma mensagem do professor. Ela traz a última notícia sobre a falha de alguma tecnologia: Pão e circo ainda continuam sendo uma atração, mesmo no mercado da tecnologia. Ainda resta a dúvida: Será que estas tecnologias realmente funcionarão? #Inovação