Os desenhistas das cozinhas do futuro, projetadas para o ano de 2020, se esmeram cada vez mais no uso das tecnologias para tornar este ambiente um diferencial na casa dos aficionados por tecnologia e gastronomia. Botões foram proibidos. Todas as superfícies irão se tornar telas sensíveis ao toque, com uma integração perfeita com o proprietário através da biometria. Sua associação com as redes sociais poderá mostrar em texto visível em uma tela na parede, que antes parecia lisa, mas que se revela como uma TV 4K com tela curva de alta capacidade.

Videoconferências com famosos mestres poderão mostrar como aquele acepipe deve ser feito para ficar uma perfeição que aproxime seu gosto da ambrosia: o manjar dos Deuses.

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Questionar os mestres será atividade comum. Eles estarão a postos 24 horas por dia, com o Avatar podendo ser personalizado. Ao colocar uma panela em qualquer parte do balcão, ela começara imediatamente a ser aquecida, com temporizador regulado automaticamente, se o alimento em seu interior for informado. O que for comprado na feira, ao ser colocado em cima do mesmo balcão, será analisado quanto a seu frescor.

Luzes que se apagam quando se sai do ambiente. Iluminação indireta. Acesso remoto para que, ao chegar em casa, a comida esteja quentinha esperando. Visão panorâmica a partir da sua mesa de trabalho, que pode não estar longe, quem sabe no quarto ao lado. A personalização irá atingir as raias do não imaginável, mas nada que se compare com a pobreza da visão que muitas pessoas têm da alimentação do futuro, onde qualquer menção a uma costela pingando gordura é imediatamente rejeitada, trocada por pílulas ou rações.

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Hambúrgueres criados em laboratório, pizzas de fazer inveja a qualquer pizzaiolo que se preze serão impressas diretamente em casa. Ciosamente guardados atrás da superfície preta do balcão, tomates roxos que combatem o câncer. Escolher qual essência irá ser colocada na jarra de água branca para seu conteúdo se transformar em uma cerveja estupidamente gelada não está fora de cogitações.

Quanto aos nutrientes, o conteúdo nada irá mudar, mas não se assuste com a forma e a embalagem. A carne in vitro ainda não conseguiu conquistar nem o mais fanático dos glutões tecnológicos. Aquela pasta branca que tem gosto de macarronada alho e óleo também não chama muito a atenção. Finalmente, a tecnologia chegou até a cozinha, mas se as pessoas vão gostar é outra história.