A amostra de tecnologias Wearable recentemente encerrada revelou alguns segredos. Há aqueles viáveis, os inviáveis e, de quebra, há aqueles considerados como ideias malucas que não conseguiram ainda convencer nenhum stakeholder a bancar atividades de alto risco de perdas financeiras.

As pulseiras com sensores de vida, o monitoramento cerebral para inferir como o ser humano poderá utilizar mais do que 10% da capacidade de seu cérebro e outros que tais, predominaram na feira. Parece que o controle da saúde toma o lugar de principal preocupação. A promessa de cumprir o objetivo de tornar mais fácil a vida das pessoas parece ter ficado um pouco distante.

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Alguns que esperavam algum show de pirotecnia relativa às demonstrações de realizações que antes eram ficção científica, certamente ficaram decepcionados.

Adquirir visão noturna, poder subir paredes, não perder o caminho de casa, não mais perder a carteira com todos os cartões de crédito esquecida em algum lugar. Chips inseridos em diferentes partes do corpo para lhe dizer quando seu fígado está irremediavelmente perdido depois de tantas cervejas. São muitas as inovações. Esotéricos pedem um dispositivo que registre imagens dos nossos sonhos. Tornará mais facilitada a tarefa de descobrir seu significado.

Alguns, assustados com a evolução não participam da festa por achar que, antes que aprendam como uma tecnologia funciona, outras novas tomem seu lugar. Médicos consultados sobre as tecnologias vestíveis demonstram medo que, antes que a cicatriz feche totalmente, depois da implantação de algum dispositivo inteligente, a nova versão já esteja no ar, para sanar algum defeito de fabricação na versão anterior.

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A festa foi bonita. Ao lado de um sem número de dispositivos que beiram a inutilidade depois do primeiro uso, com a curiosidade satisfeita, novas promessas foram colocadas. A única certeza é que como principal resultado da festa pirotécnica é a certeza que as tecnologias vestíveis estão no caminho correto e devem, nos próximos anos dominar o show na sociedade do espetáculo. Enquanto isso Debord, aquele sociólogo que escreveu a sociedade do espetáculo, irá inserir um novo capítulo em sua obra para tratar desta nova tecnologia, inexistente em seu tempo.