A ciência avança com enorme velocidade, buscando superar ou não necessitar da natureza. Em matéria publicada no site da revista Exame, a possibilidade de recebermos informações ao vestirmos um colete foi apresentada por um neurocientista. Dentre suas expectativas está criar uma nova forma de estarmos conectados e com isso expandir as próprias noções de sentidos. No caso, o tato seria o meio de transmissão.

Essa criação foi apresentada pelo neurocientista David Eagleman, na conferência TED de Vancouver, no Canadá. É um colete que ativaria o que ele chamou de 6° sentido. Eagleman acredita que essa vestimenta poderá ajudar os surdos a "ouvirem" através das vibrações desencadeadas pelas de palavras.

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O VEST - que em inglês é colete - possui circuitos instalados na parte das costas que são capazes de retransmitir informações para o seu usuário.

O neurocientista explicou que o nosso cérebro detecta as informações independente da sua origem. No caso seria via o colete, que funcionaria como um computador elaborado para sincronizar-se com tablets. Esses converteriam quaisquer dados transmitidos digitalmente para comunicações sensoriais.

Na apresentação do projeto, David Eagleman utilizou o VEST conectado ao Twitter. Ele recebeu, em tempo real, os comentários na rede social acerca do que desenvolveu. Durante esse período, afirmou ter sentido um aplauso através do colete - a sensação seria parecida com uma massagem.

O neurocientista disse que em algumas semanas as funções do VEST podem ser compreendidas.

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Ele também ressaltou que ainda não há conhecimento sobre o limite que o cérebro humano tem de processar os diferentes sentidos e meios de informação, classificando o colete com uma espécie de 6° sentido, pois usaria o tato de modo distinto.

O VEST também poderia auxiliar as forças militares. Eagleman disse que a utilidade do colete também serviria para, no futuro, os soldados sentirem a localização de seus aliados durante uma batalha.

A previsão é de que o invento chegue ao mercado em menos de um ano, com um preço estimado de 1.000 dólares. #Inovação