Na atualidade, o desenvolvimento de materiais didáticos e a determinação de rotas de aprendizagem buscam adequação ao comportamento e características especiais dos alunos. Nos ambientes educacionais, a aprendizagem baseada em problemas, as salas invertidas, a aprendizagem ativa e tantas outras novas metodologias misturam-se, com a melhor boa vontade possível. É algo que deixa alguns professores de cabelo em pé.

Qual o objetivo disto tudo?

O nobre objetivo por detrás de todas as iniciativas está colocado como sendo uma missão altamente ambiciosa: promover uma atividade de aprendizagem mais profunda. Nela o aluno aprende a desenvolver o pensamento crítico e se tornar um solucionador de problemas.

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A inovação é que a responsabilidade pela aprendizagem não é mais individual, mas de grupos formados. O interesse em na solução de problemas comuns é o principal elo de ligação. Não se quer mais nenhum aluno se perguntando: porque eu estou aprendendo isto? Qual a relação do que estou aprendendo com minha vida profissional?

A colaboração entra em cena

A aprendizagem profunda e adaptativa ocorre por meio da colaboração, de onde sai a inovação. Entram em cena aspectos psicológicos. Eles tomam lugar de aspectos didáticos e pedagógicos. Estes não são esquecidos, apenas postergados para uma situação posterior. Há uma movimentação para alterar as plataformas que hoje respondem como ambientes virtuais de aprendizagem (AVA). Elas devem se transformar em ambientes de aprendizagem personalizada.

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Nelas o aluno assume o controle. Ele determina a interface, os materiais, os endereços de pesquisa, ou seja, aquele é seu local de aprendizagem e, quem manda ali, é o próprio aluno.

Os processos de gamificação, por exemplo, contrariam fundamentos didáticos e pedagógicos arraigados na cultura dos professores. Quando se fala em premiação, em galeria da fama, em competição, pedagogos ficam com os cabelos em pé. Mas se a geração digital compreende de forma diferente a #Educação, quem tem razão? Na aprendizagem adaptativa, o aluno tem a razão. Na aprendizagem tradicional o perfil construído para o professor e que desenha um estereotipo de disciplina e não aceitação do erro no modelo educacional, ainda faz prevalecer visões que não parecem estar de acordo com a realidade social.

Qual é a evolução esperada?

Nela intervém diversos fatos marginais:

  • Formação diferenciada dos professores;
  • Qualificação tecnológica dos alunos;
  • Nivelamento de erros da formação passada;
  • Um ambiente virtual personalizado e diferenciado;
  • No ambiente ocorrem inovações não bloqueadas por fator resistência;
  • Se misturam como os tipos de verdura em uma salada a afetividade, a possibilidade de aprender pelo erro e a utilização de diversas ideias pedagógicas que formam um ambiente totalmente personalizado.

A complexidade devido ao aumento do número de conexões pode ser compensada quando a intenção de uma aprendizagem mais profunda e significativa é atingida.

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A utilização de ferramentas de busca inteligentes e outras que permitam aos usuários conversar entre si, em qualquer hora, em qualquer lugar e da forma como lhes seja mais conveniente, são os principais diferenciais do ambiente personalizado de aprendizagem. #Opinião