A inteligência artificial sempre foi dada e tida como algo excludente e que, quando vier a ser utilizada de forma extensiva, irá tirar o emprego de milhares de pessoas. Mudou a inteligência artificial ou mudou o mundo? Há aqueles que acreditam que nada aconteceu e que tudo isto não passa de propaganda enganosa. Antecedem a evolução da inteligência artificial o fenômeno Big data e a robótica inteligente. Correndo por fora a internet das coisas traz propostas que se cientificamente são boas, assim não parece para as pessoas mais simples, que sem sucesso buscaram refúgio nas novas tecnologias.

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come - esta metáfora pode dizer como reage o mercado contemporâneo ao surgimento de uma avalanche de novas tecnologias.

Empresas, negócios, formas de comprar e vender, relação patrão x empregado, estão sendo apontadas como alvos de mudanças radicais.

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Aos poucos um medo surdo acaba por se instalar no subconsciente das pessoas. O mundo ao redor se torna arisco, tal qual gato adotado, que ainda não conhece o dono.

A nova empresa ressurge como Fênix. Robôs inteligentes, máquinas inteligentes, algumas pessoas mais inteligentes, outras assustadas com as mudanças. O deslocamento de trabalhadores humanos será cruel para muitos. Quem propugna que para comer o fruto, precisa arrancar da árvore, assim lhe parece a evolução da inteligência artificial.

Autores como Frey & Osborne, da Universidade de Oxford apontam cifras assustadoras. Até 66% da força de trabalho americana poderá ser deslocada pela tecnologia até 2020/2030. Que empregos exigirão os seres humanos?

Em outro extremo da balança pesquisadores especialistas do MIT, Oxford e IBM são de opinião que os seres humanos ainda serão necessários para empregos que exigem pensamento complexo crítico, criatividade, pensamento inovador, engajamento e capacidade emocional e social alta, com os outros seres humanos e, por fim capacidade de execução de tarefas que exigem destreza física.

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Uma ideia subjacente, que tem início nos estudos de Maslow (pirâmide de Maslow), disse que as pessoas somente se envolvem e engajam na aprendizagem, na medida em que não são reprimidas pelo medo. É neste caminho que renasce a esperança. Pesquisas indicam que em ambientes assim, a inteligência artificial não evolui. Os pesquisadores concluem que, a partir desta constatação, a própria utilização da inteligência artificial é quem irá uma nova realidade empresarial, onde a valorização pessoal é destaque.

As pesquisas consideram, então, que para que as empresas alcancem sucesso, devem atender as necessidades humanas básicas dos trabalhadores: autonomia, crescimento, trabalho significativo, relacionamentos, responsabilidade compartilhada, valorização por meritocracia, autenticidade, humildade, desvalorização da hierarquia, formação permanente. É um novo vocabulário para muitas empresas. Quem pode identificar tudo isto e consertar as coisas: a inteligência artificial é colocada como solução.

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Ela tem a capacidade de identificar estas necessidades e providenciar formas de atendê-las. Grandes empresas que hoje utilizam a AI de forma mais intensa servem de base para estas pesquisas, como estudos de caso. A proposição é aceita, mas ela tem uma condicionante: depende da mudança das organizações. Quem sabe aí a coisa possa parar. Para os que foram deslocados resta a atualização tecnológica e a busca de um novo emprego.