Ao vencer o terceiro mês do ano, a fase de estudos terminou. A hora para as organizações do mercado corporativo, em aumento desenfreado de produção de novas tecnologias e de competitividade, é de dar início à efetivação do planejamento exaustivamente montado. Os institutos de empreendedorismo lançam os seus cursos de motivação arduamente preparados, desenvolvidos em um "novo formato", como se fossem manuais de autoajuda. Esta orientação parte da constatação que os resultados de outras propostas de treinamento falharam.

Estão errados os institutos? Estão erradas as organizações? Estão errados os líderes formados? Analistas do mercado administrativo colocam que nenhuma das três opções estaria correta.

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As organizações acertam ao contratar programas de formação de líderes. Os institutos acertam ao derivar seus programas para um perfil mais humanista e de apelo a valores internos. Os profissionais que querem ser líderes acertam ao estudar com afinco. Tudo montado para que a iniciativa atingisse todos os seus objetivos. Então onde está o erro?

O erro está na forma como as organizações enxergam o mercado. Ao receber os líderes formados parecem esquecer o principal propósito da formação de lideranças: inovar. Ao propor mudanças os líderes encontram uma inesperada reação contrária que tem como objetivo manter as coisas como elas estavam antes. A empresa preguiçosa, transfere para seus líderes este sentimento. Ao se tornarem preguiçosos como a própria empresa, eles cometem falhas. Quem quer estar um passo à frente no mercado precisa mudar esta ótica e liberar as suas lideranças com um nível de independência que lhe permita aplicar sem dependência, orientações que aprendeu e suas habilidades inatas de identificação das tendências do mercado.

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Recentemente, a University of Maryland lançou um programa de formação de jovens empreendedores, onde destacam-se algumas orientações para o sucesso da ação profissional destes profissionais. É recomendado:

  • Aceitar novas formas de fazer as coisas (fazer diferente, como a proposta de Kim e Mauborgne na estratégia do oceano azul);
  • Exalar sensação de otimismo sobre o futuro (isto dá para as equipes lideradas um sentimento de confiança na força da liderança como agente de transformação);
  • Ter coragem não importa quais obstáculos sejam colocados ao sucesso de suas iniciativas (é assim que se constroem equipes eficientes, formada por pessoas que confiam em si mesmo, sentimento que parte do perfil de seu líder);
  • Desenvolver elevado senso de comunicação interpessoal envolvendo clientes, fornecedores, colaboradores e o segmento social onde a organização se localiza (quanto maior o número de relacionamentos, convênios e parcerias, mais fácil a divulgação da marca da organização);
  • Demonstrar transparência em seus atos para que sua voz tenha a força necessária (quem confia investe no trabalho colaborativo e cooperativo);
  • Servir é o caminho para que o líder seja servido (o líder não dá ordens, mas mesmo assim é obedecido);
  • Formar equipes onde pessoas que colaboram para com a harmonia do trabalho da equipe seja obtida (é melhor trabalhar no meio de amigos).
Com estas medidas a organização pode atingir seus objetivos de conquista, retenção e fidelização no mercado contemporâneo. É isto que irá permitir que a organização cresça e possa competir de igual para igual nos próximos anos.