Os biohackers, pessoas que no momento presente despertam curiosidade e medo, principalmente medo, invadem nossas universidades. Depois dos hackers que romperam segredos dos computadores, agora estamos frente a pessoas que se dedicam a romper com os segredos dos organismos humanos e os hackearem. Não é ficção científica. Cada caráter da frase mostra uma realidade perigosa.

Quando as pessoas propõem unir biologia e hackerismo (por mais ética que se tenha) as coisas podem fugir do controle. O pior é quando estes cientistas fecham seus laboratórios e vão para casa, onde sem nenhum controle, tem um aparato tecnológico enfiado em alguma garagem oculta e escura, na qual alguém pode estar costurando a mortalha da terra.

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Há pouco tempo cientistas da Califórnia resolveram dar ao homem uma propriedade que ele não tem em seu organismo: a visão noturna. Para tal utilizaram uma substância encontrada em algumas espécies do mar profundo, capaz de dar a esta visão ao ser humano. Inicialmente era usada para tratamento de tumores na vista e tratamento de cegueira noturna.

Da aplicação na saúde para alterações genéticas foi um pulo ou quem sabe, um pequeno pulo para algum cientista maluco, mas o grande salto da humanidade cair diretamente no abismo da desobediência aos desígnios da natureza. Agora se tem em mãos uma cobaia viva, alguém normal e que não tem nenhum problema com sua visão. A proposta é que ela tenha visão noturna.

A cobaia reagiu bem, os olhos ficaram pretos, quando recuperaram sua cor natural, ela vestiu lentes de contato pretas, para diminuir a quantidade de luz no olho.

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Após duas horas de ajustes, conseguidos com colírios diversos, a visão da noite foi posta à prova em um campo escuro. Os testes começaram com objetos colocados a 10 metros. O nome da substância, difícil de conseguir, é CE6. A diferença da cobaia no escuro para as pessoas que não usaram o colírio citado foi muito grande. A experiência foi coroada de sucesso e trouxe consigo o medo que o sequenciamento genético esteja há poucos dias de ser conseguido e venha a produzir monstros que nem Spielberg conseguiria em seus filmes de ficção.

Tal qual os programas de televisão que mostram coisas impossíveis ou que estão além da capacidade do comum dos mortais é melhor avisar: não tente repetir esta experiência em casa, você poderá ver somente a escuridão daí para frente.