Qualquer pessoa interessada em jornalismo, cinematografia e fotografia móveis está sendo chamada a participar de um dos encontros mais importantes deste início de 2015, não muito festivo, mas que ainda carrega algumas esperanças de melhora.

Em tempo de tablets espalhados por aí, pessoas com dois ou três smartphones, como se um já não incomodasse bastante, a indústria da mídia encontra campo fértil no qual as sementes se jogadas em lugares certos podem produzir excelentes resultados.

A distribuição de conteúdo para os dispositivos móveis está sendo explorada à exaustão, mas sempre existe algum novo conhecimento. Divulgar estes novos conhecimentos é ao que se propõe a 1ª conferência internacional sobre jornalismo móvel, que chega em boa hora.

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Chega em tempo de final de verão, quando o calor deixa marcas de suor desbotando câmaras e filmadoras.

O consumo on-line de conteúdo aumenta de forma significativa e na verdade está sendo mudada, ainda que de forma não totalmente percebida a forma como as histórias são ou deveriam ser contadas para quem no corre-corre do dia-a-dia espera em apenas uma olhada, captar o que é de seu interesse.

As notícias imediatas, os "furos" de reportagem captados por celulares apontados para cenas que antes acabavam desapercebidas leva as pessoas ao esquecimento dos pacotes chamados "lineares" dos noticiários jornalísticos televisivos. É possível acompanhar até passo-a-passo como as coisas evoluem em alguma perseguição policial, desenvolvida on-line, nos moldes dos filmes de Bruce Willis que não se sabe até quando continuará sendo duro de matar.

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Ao propor o engajamento do leitor no processo, cria-se uma nova forma de fazer jornalismo. Por este motivo para todos os que querem estar ligados com o mundo e com o que nele acontece é importante acompanhar os eventos que irão ocorrer a partir deste 28 de março de 2015, na conferência que está sendo carinhosamente chamada por seus participantes como "mojocon" dita com aquele tom de cumplicidade na voz. Caçadores de notícias, aquele freelancer cinematográfico, pessoas e empresas irão compartilhar as suas experiências e aprender uns com os outros destacando a importância do crowdsourcing.

Em uma nova fase do jornalismo, é importante a existência de um modelo de criação e/ou produção que conte com uma mão-de-obra e conhecimentos coletivos, para desenvolver soluções e criar novos produtos. Ligue-se ainda que o encontro seja em Dublin, na conturbada Irlanda, traga para perto de você os assuntos que serão discutidos e as novas formas de trabalho que certamente serão propostas. Tuite bastante, mas antes, afie o seu inglês. Entre no Facebook. Converse com outros profissionais no Linkedin. A sua participação é importante. Prove para você mesmo que as distâncias acabaram.