Quem navega para ficar sabendo das coisas pode ter ficado assustado com a recente notícia apresentadas nas redes: Facebook monta o seu exército de Drones. Aqueles que sabem das possibilidades que estes pequenos voadores se transformem em armas letais, logo imaginaram que alguma nova guerra estava para espocar, mas não era nada disso. A manchete pode ser sensacionalista, assim como é o objetivo da rede social.

O que ela quer com este aparato tecnológico é facilitar a que todo mundo tenha acesso à grande rede da internet na próxima década e daí para frente. É a democratização de mais um elemento que parece somente beneficiar a elite.

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A partir daí as coisas podem mudar.

A grande rede sabe dos desafios que irá enfrentar para colocar no ar um exército de Drones, tanto com relação a aspectos tecnológicos (uso de energia solar é o primeiro deles), tanto quanto políticos, quanto de segurança. Já imaginou Drones invadindo espaços reservados para a educação civil?

Zuckerberg quer criar uma frota de Drones movidos a energia solar que pode permitir a conexão de milhares de pessoas que hoje não tem acesso à grande rede. A compra da Titan Aerospace, negociação feita pela Google em Abril do ano passado, parece ter frustrado a intenção do chefão da rede social.

Sem desistir, ele anunciou nesta quinta-feira o início de testes com os Drones solares para prover internet gratuita, voltando a ficar na frente da corrida que pode ao final levar ao pote de ouro no final do arco-íris.

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A Google também tem projeto similar, mas ainda está na fase dos balões, testando a funcionalidade da proposta. O protótipo Áquila voa pelos céus. Mike Schoroepfer informou que a pretensão é manter-se em cima de uma área por vários meses transmitindo serviços da internet.

Obstáculos operacionais, técnicos e regulamentares estão sendo negociados e quem sabe logo teremos mais novidades. Por enquanto, a briga é criar regulamentação inexistente para dispositivos que voam acima de 60 mil pés no ar. O protótipo deve manter uma altura de 90 mil pés. A exigência de uma pessoa no controle para cada Drone colocado no ar é outro obstáculo a superar. Já foram identificadas 21 localidades na América Latina, Ásia e África onde estes pequenos voadores podem iniciar as suas atividades.