Leonardo Di Caprio, no filme "a origem", mostrou o que pode advir da possibilidade de entrar na mente humana. Recente experiência de laboratórios humanos (pelo menos em nome e propósito) feita com nossos companheiros de jornada, os ratos criados para serem cobaias, inseriu memórias ativas em seus cérebros.

A pergunta que não quer calar

A façanha destes cientistas traz uma pergunta que não quer calar: será que o mesmo poderia ser feito com seres humanos? Poderiam as mentes adormecidas serem cortadas e novas memórias conscientes serem nelas inseridas? A justificativa afirma que isto seria uma forma de salvação para pessoas que passaram por eventos traumáticos.

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De boas intenções o inferno está cheio. Todo o cuidado é pouco.

A inserção de células no cérebro das cobaias utilizadas auxiliou na formação de mapas auxiliares que foram registrados. Quando estas cobaias acordaram, desenvolveram o comportamento sugerido pelas novas ligações desenvolvidas no cérebro destes animais. Com uso de técnicas de recompensa ao desenvolvimento de ações específicas, os participantes da experiência mostraram que suas experiências anteriores tinham sido modificadas. Ao acordar eles procuravam o caminho mais curto para o local no qual um sentimento gratificante foi inserido no cérebro, durante o sono.

Alguns já imaginam associar o cheiro do fumo, por exemplo, com dores de ovos e peixes podres no interior do cérebro. Tal sugestão inserida como memória consciente durante o sono, teria a capacidade de fazer com que o paciente parasse de fumar.

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Na experiência que associou um determinado local a uma recompensa esta expectativa se mostrou como uma provável realidade.

A extrapolação desta experiência simples, com a visualização da cura de diversos males que hoje atacam as pessoas, não é suficiente para retirar do sentimento de um grande número de pessoas, as imensas possibilidades que se abrem para ações criminosas. Esta dicotomia apenas revela, mais uma vez, a neutralidade da tecnologia e as possibilidades de que seja feita uma boa ou má utilização de alguma conquista tecnológica.