Aos poucos, o cérebro deixa de ser um mistério e revela para os aparelhos mais potentes as suas funções. As questões que envolvem propostas de treinamento do cérebro para solução de problemas de déficit de atenção e hiperatividade sempre foram motivo para grandes discussões no meio científico.

Aqueles que defendem a proposta consideram que o treinamento do cérebro, devidamente mapeado para saber onde atuar de forma mais direta, acreditam que estes problemas podem ser resolvidos e que melhorias das condições cognitivas sejam obtidas.

Contrapondo-se a outros pesquisadores, Megan Spencer-Smith da universidade de Monash em Melbourne e Torkel Klingberg no Instituto de Karolinska em Estocolmo, consideram que o treinamento do cérebro pode trazer grandes benefícios para a vida diária das pessoas com déficit de atenção e hiperatividade.

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Um programa denominado Cogmed que Klingberg ajudou a desenvolver mensura que o treinamento em testes de atenção tomados com duração de 35 minutos por dia. O teste estendeu-se em cinco dias por semana, durante cinco semanas. Um teste simples de mostrar para a pessoa com este problema, lima série de palavras e em seguida, solicitar que elas fossem repetidas em ordem contrária, permitiu observar uma diminuição no déficit de atenção e redução da hiperatividade demonstrada.

Após o encerramento do programa, o monitoramento dos participantes levou a conclusão que os resultados foram mantidos até quatro meses depois do encerramento, até que os participantes retornassem ao seu estado original.

Os índices criados cada um com significação particular, mostraram que o efeito de recuperação pode ser considerado significativamente grande e que experiências anteriores não tiveram tal tipo de sucesso registrado, com um mapeamento de todas as atividades desenvolvidas.

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A simplicidade do processo e os resultados obtidos revelam um alto fator custo x benefício caso seja necessária alguma justificativa para obtenção de recursos para a melhoria da saúde de muitas crianças e adultos que são portadores do problema. Aqueles que defendem os exercícios cerebrais abrem os resultados e fazem um desafio para a comunidade científica para a manutenção de discussões sobre o assunto.

Outros pesquisadores aceitam a proposta, mas fazem algumas ressalvas, sendo a principal delas o pequeno número de sujeitos utilizados na pesquisa, que pode tornar tendencioso o resultado. Porém, ninguém negou o mérito e sugerem a continuidade do programa agora em novas bases e envolvendo um maior número de pesquisadores. São medidas necessárias para que seja mensurado de forma mais real os efeitos do Cogmed sobre o déficit de atenção e hiperatividade. O benefício justifica eventuais gastos em pesquisa. A sugestão está colocada. Quem quiser é livre para participar.