O cargo CIO já foi um dos mais desejados dentro de muitas organizações, principalmente dos funcionários que procuram se relacionar com os demais setores da empresa. Esta é uma das responsabilidade dos setores de tecnologia da informação, possibilitar que as atividades no interior da organização sejam realizadas de forma transversal .

O surgimento da computação em 'nuvem' e a terceirização dos negócios, tiveram como base a promessa de diminuir os custos desembolsados pelas organizações quanto a informatização. Contudo, essa meta nem sempre foi conquistada. O número de vezes que rotinas foram escritas e reescritas, deixaram um rastro de aplicações que servem em múltiplos propósitos, já que tornam facilitada a atividade de análise e programação.

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Ao invés de estudar os negócios, os CIOs passaram a correr atrás de serviços altamente qualificados. Os SLA (service level agreement), contratos que estabelecem as condições de atendimentos rigorosos, passando a serem objetos da maior parcela do trabalho desenvolvido pelos CIOs. Contudo, ainda sobra a gestão da inovação tecnológica. O processo de formação continuada é exigido para que este profissional, que é obrigado a se manter atualizado sobre tudo o que acontece no mundo da tecnologia da informação.

Este profissional passa a ser um importante acessório, embora seja considerado caro devido as funções limitadas que desenvolve. Estas funções passam a não exigir tanto quanto antes. A independência conseguida por alguns usuários, os levam a desrespeitar muitas das determinações emanadas dos departamentos de TI.

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É um fato que compromete a autoridade dos CIOs.

A tecnologia da informação é um importante setor dentro das organizações, e certamente, profissionais desta área deverão sempre estar atualizados. Mas ela deve passar a ser considerada como uma gerência intermediária e sem o brilho anteriormente adquirido. Não é razão para que os CIOs percam sua autoestima, mas sim, que aqueles que são realmente capacitados migrem para outros setores, entre os quais a segurança e a auditoria devem desempenhar a importância na tecnologia da informação, como antes acontecia com os CIOs.

Esta percepção de mudança de funções pode parecer desmoralizante para a profissão, mas não se trata disso, ela simplesmente não exige mais as competências e habilidades que exigia anteriormente e sofre uma reestruturação que pode fazer com que esta confusão seja estabelecida. Muitas das suas funções são hoje desenvolvidas por usuários finais mais qualificados.