Investidas de operadoras de telecomunicações internacionais tentam, novamente, alterar as questões de neutralidade da rede e voltam a preocupar os usuários em todos os cantos do mundo. Ao favorecer usuários com maior poder financeiro, alterando a prioridade e aumento de velocidade, operadoras tais como a Netflix, rompem a questão de igualdade de tratamento para navegação na rede. O marco civil da internet, que vigora em nosso país desde sua aprovação em abril de 2014, tem posição vigorosa contra essas tentativas. A questão a discutir é que existem brechas que fazem com que ele seja descumprido nas barbas das autoridades que o criaram.

A ação das redes sociais

Se você é um participante ativo das redes sociais, volte a discutir com seus colegas, para evitar que tentem fazer furos que possam impedir sua navegação sem problemas.

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É importante manter a continuidade da democratização da grande rede. O tratamento dado pelas operadoras deve ser igual para todos. Não é isto que está acontecendo. Limitações para clientes com menor poder aquisitivo e menor utilização na rede ferem todos os princípios estabelecidos e que vão contra a governabilidade na grande rede.

Traga o debate público para a grande rede

O Ministério da Justiça abriu (em 28/02/2015) um debate público para que a sociedade civil discuta de forma mais detalhada a regulamentação do marco civil. É preciso aproveitar o vazio deixado pelas eleições, que sempre bloqueiam atividades que vão de encontro ao interesse das grandes operadoras, financiadoras de primeira linha de todas as campanhas políticas (uma das vergonhas nacionais) e desenvolver um trabalho de base, que façam com que leis digitais protejam os cidadãos contra mais esta investida contra a liberdade e a democracia.

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Os acordos de privilégio de tráfego desenvolvido pelas grandes operadoras de telecomunicações com grandes corporações tais como Google, Facebook e outras, podem acabar com o espaço para blogs e páginas de empresas de menor porte.

Questionar a alteração de prioridade e quebra de neutralidade para manter a qualidade técnica da rede será a principal desculpa e contra ela todos devem insurgir-se. A orientação mais correta neste momento é providenciar a criação de grupos digitais, de pressão, que lutem para que a legislação seja regulamentada e que, brechas como estas, que utilizem fundamentos técnicos que os políticos pouco ou nada conhecem, para enganar as pessoas e burlar a lei. É preciso fazer com que estes reclamos sociais cheguem até ouvidos certos, batendo nas portas da Anatel e do Ministério Público. A sua participação nesta proposta é importante.