Os robôs estão chegando. Durante muito tempo, os sindicatos conseguiram que as indústrias, apesar da condição em utilizá-los, postergassem a sua utilização, ou colocassem restrições que fariam com que todos os benefícios, ou quase todos, não fossem utilizados.

Este tempo passou. Os robôs estão chegando em um número cada vez maior. A pergunta colocada para os analistas sociais é: como a utilização de robôs irá afetar o mundo do trabalho? É aqui que o bicho pega. Corram ou fiquem parados, os colaboradores é que serão afetados. Muitos adotam como livro de cabeceira aquele escrito sobre o ócio criativo (Domenico de Masi), outros buscam ler outro impresso: um mundo sem empregos, mas não sem trabalho (Willian Bridges).

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O ingresso dos robôs no mercado de trabalho é inevitável. Aos poucos, a sociedade industrial sairá definitivamente de cena, trocada agora de forma definitiva pela sociedade da informação e da comunicação e pelo profissional do conhecimento.

Alguns, mais prevenidos, começam a reservar aquele quartinho ao lado da garagem, nos fundos da casa para montar um pequeno trabalho. Afinal, a expertise ainda vale alguma coisa. Pelo menos até que o conhecimento fique obsoleto. Evitar isto leva outros a um processo de formação permanente e continuada. De olho vivo nas profissões que o mundo do trabalho irá privilegiar, entre as quais, a tecnologia sempre estará entre as primeiras.

Pode ser que alguém, inclusive, resolva adquirir um robô que será treinado para preencher planilhas contábeis, sem reclamar.

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A sua voz metálica, não mais irá causar medo nas crianças. Esta é uma nova realidade. Se você der tarefas domésticas para este robô, ele não irá reclamar. Se o aposentar, ele não irá se aborrecer. Quanto a ir ao trabalho, basta atravessar o terreno de casa. Logo estará instalado confortavelmente em sua cadeira de presidente.

O surgimento de robôs cada vez mais inteligentes deve aprofundar estas consequências. É possível prever uma onda de desemprego em massa, até que muitas das pessoas acabem convencidas que um retorno à natureza pode ser um bom negócio, agora que o mundo da tecnologia volta as costas aos seres humanos. O instituto Gartner, que muitas vezes atua como estraga prazeres, divulgou estatística recente onde se considera que em 2025 os robôs irão ocupar 1/3 dos empregos existentes. Alguns deles terão habilidades cognitivas.

Neste contexto, o desemprego em massa deve ser uma preocupação? Acreditam os analistas sociais que, ainda que as mudanças sejam profundas, se as pessoas começaram agora a sua preparação para uma nova era, poderão superar mais este desafio. Quem tiver dúvidas, leia sobre o carro sem motorista, que deve afetar de forma significativa a área de transporte e o desemprego no setor. Mudar sempre foi preciso, agora é um imperativo.